O diagnóstico de diabetes mellitus (DM) deve ser estabelecido pela identificação de hiperglicemia. Para isso, podem ser usados glicemia plasmática de jejum, teste de tolerância oral à glicose e hemoglobina glicada. Por ser uma doença de apresentação clínica silenciosa, em algumas situações é recomendado o rastreamento de pacientes assintomáticos. De acordo com as orientações da Diretriz sobre o diagnóstico do diabetes e rastreamento do diabetes tipo 2, da Sociedade Brasileira de Diabetes, recomenda-se o rastreamento em todos os indivíduos com
- A)sobrepeso, independentemente da idade.
Errada, porque sobrepeso isolado, sem faixa etária ou fatores de risco adicionais, não é critério suficiente para rastreamento universal.
- B)25 anos ou mais, mesmo sem fatores de risco, e para todos os indivíduos com sobrepeso, independentemente da idade.
Errada, porque a diretriz não usa 25 anos como corte e também não recomenda rastrear todos os indivíduos com sobrepeso independentemente da idade.
- C)25 anos ou mais, mesmo sem fatores de risco, e para indivíduos com sobrepeso que tenham pelo menos dois fatores de risco adicional para DM tipo 2.
Errada, porque o corte etário não é 25 anos e, além disso, basta um fator de risco adicional no sobrepeso/obesidade, não dois.
- D)45 anos ou mais, mesmo sem fatores de risco, e para indivíduos com sobrepeso/obesidade que tenham pelo menos um fator de risco adicional para DM tipo 2.
Certa, porque o rastreamento é recomendado para pessoas com 45 anos ou mais, mesmo sem fatores de risco, e para indivíduos com sobrepeso/obesidade com pelo menos um fator de risco adicional para DM2.
Gabarito: D
O diabetes mellitus tipo 2 costuma ficar um bom tempo em silêncio, então o rastreamento existe justamente para pegar a doença antes das complicações aparecerem. A ideia é simples: não esperar o paciente “sentir” diabetes, porque muitas vezes ele já está com hiperglicemia e nem sabe. Pela Diretriz sobre diagnóstico do diabetes e rastreamento do DM2 da Sociedade Brasileira de Diabetes, deve ser rastreado todo indivíduo com 45 anos ou mais, mesmo sem fatores de risco. Além disso, também devem ser rastreadas pessoas com sobrepeso ou obesidade que tenham pelo menos um fator de risco adicional para DM2, como histórico familiar, sedentarismo, hipertensão, dislipidemia, entre outros. É aí que a banca quer te pegar: ela mistura idade com excesso de peso e troca o número de fatores de risco. Não basta qualquer sobrepeso isolado em qualquer idade, nem é necessário ter dois fatores de risco para indicar rastreamento. O ponto-chave é idade de 45 anos ou mais, ou sobrepeso/obesidade com pelo menos um fator de risco adicional. Por isso, o gabarito D está correto. Ele reproduz a recomendação da Sociedade Brasileira de Diabetes e costuma aparecer em prova com essa redação quase “copiada e colada”, então vale decorar a lógica do critério.