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Medicina · CONSULPLAN · 2024

Questão comentada de Medicina

Paciente, sexo masculino, 50 anos, tabagista, cirrose hepática por hepatite C com estadiamento de fibrose F4, comparece em consulta para orientações quanto à necessidade de rastreamento para carcinoma hepatocelular. De acordo com as orientações do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e Coinfecções do Ministério da Saúde, recomenda-se a seguinte forma de rastreio no paciente:

Gabarito: C

Quando o paciente tem cirrose por hepatite C, especialmente com fibrose F4, o risco de carcinoma hepatocelular sobe o bastante para exigir vigilância periódica. Aqui não é para esperar sintoma aparecer, porque o tumor costuma ser traiçoeiro e silencioso no começo - exatamente como gosta de fugir do diagnóstico. O protocolo do Ministério da Saúde orienta rastreamento com ultrassonografia de abdome superior a cada 6 meses, associada à alfa-fetoproteína, em pacientes com cirrose, para aumentar a chance de detectar lesões em fase inicial. Esse intervalo semestral é o ponto-chave da questão. Fazer apenas uma vez por ano deixa o rastreio menos sensível para um tumor que pode evoluir entre exames. Já tomografia de rotina não é a estratégia padrão de rastreamento, ficando reservada para situações específicas, como exame inconclusivo ou suspeita de lesão. Portanto, a alternativa correta é a que combina ultrassonografia de abdome superior com alfa-fetoproteína semestralmente. Em termos de diretriz, a lógica segue o PCDT para Hepatite C e Coinfecções do Ministério da Saúde, que recomenda vigilância para carcinoma hepatocelular em pacientes com cirrose. Em prova, sempre que aparecer cirrose, pense em rastrear câncer de fígado regularmente, e não em deixar o paciente só no

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