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Medicina · CONSULPLAN · 2024

Questão comentada de Medicina

Paciente feminina, 30 anos, apresenta tumor fibroblástico em região trocantérica direita de aspecto ulcerado, sólido e aderido ao tecido subcutâneo. Relata surgimento há 5 anos e crescimento progressivo. Análise histopatológica após biópsia incisional da lesão revela células fusiformes dispostas em rodamoinhos invadindo derme profunda e hipoderme. A imuno-histoquímica revela positividade característica para CD34 e negatividade para XIIIA. Qual a principal hipótese diagnóstica?

Gabarito: D

A lesão descrita é bem típica de dermatofibrossarcoma protuberans (DFSP): crescimento lento ao longo de anos, tumor fibroblástico firme, aderido e com invasão de derme profunda e hipoderme. Na histopatologia, o achado clássico é a proliferação de células fusiformes em padrão de rodamoinhos ou estoriforme, infiltrando o subcutâneo em formato de “favo de mel”. A imuno-histoquímica ajuda muito: CD34 positivo e fator XIIIa negativo apontam para DFSP. Isso é importante porque o dermatofibroma costuma ser o principal diagnóstico diferencial, mas ele tem o comportamento oposto na imunomarcação: CD34 negativo e fator XIIIa positivo. O DFSP costuma aparecer como placa ou nódulo de crescimento progressivo, muitas vezes em tronco ou raiz de membros, e pode ulcerar quando fica mais avançado. Apesar de ser um tumor de baixo grau, ele é localmente agressivo e recidiva com facilidade se a excisão não for adequada. Então, juntando clínica, histologia e imuno, o gabarito fica naturalmente na letra D. Em prova, quando aparecer lesão fibroblástica infiltrativa, CD34 positivo e XIIIA negativo, pense em DFSP antes de qualquer outro nome mais bonito que a banca inventar.

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