No diabetes mellitus (DM) tipo 2, o início é insidioso e, muitas vezes, o indivíduo não apresenta sintomas; porém, as alterações fisiopatológicas precedem em muitos anos o diagnóstico da doença. Segundo a International Diabetes Federation (2020), há, aproximadamente, 41,9% das pessoas com DM ainda não diagnosticadas; sendo assim, o rastreamento se torna essencial. De acordo com a diretrizsobre o diagnóstico do diabetes e rastreamento do diabetestipo 2, da Sociedade Brasileira de Diabetes, o rastreamento para indivíduos sem fatores de risco deve se iniciar aos:
- A)18 anos.
Errada, porque 18 anos é idade muito precoce para rastreamento de rotina em pessoas sem fatores de risco.
- B)25 anos.
Errada, porque 25 anos não é o ponto de início recomendado pela diretriz para quem não tem fatores de risco.
- C)45 anos.
Certa, porque o rastreamento do diabetes tipo 2 em indivíduos sem fatores de risco deve iniciar aos 45 anos.
- D)55 anos.
Errada, porque 55 anos é tarde demais para o início do rastreamento de rotina em pessoas sem fatores de risco.
Gabarito: C
No diabetes tipo 2, o rastreamento existe porque a doença pode ficar “silenciosa” por anos, enquanto a glicose já vai causando estrago. Por isso, não basta esperar sintomas aparecerem: a ideia é identificar cedo quem ainda não recebeu o diagnóstico e intervir antes das complicações. Segundo a diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes sobre diagnóstico do diabetes e rastreamento do DM2, em pessoas sem fatores de risco o rastreamento deve começar aos 45 anos. É a idade de corte usada justamente porque, a partir daí, a chance de diabetes tipo 2 aumenta de forma mais relevante na população geral. Então, se a questão fala em indivíduo sem fatores de risco, o marco correto é a faixa etária de 45 anos. Isso torna a alternativa C a certa. As demais opções podem até parecer plausíveis, mas não correspondem ao ponto de início recomendado pela diretriz. Em prova, vale guardar a lógica simples: sem risco extra, rastreia mais tarde; com fatores de risco, o rastreamento pode começar antes. A banca costuma cobrar esse detalhe como se fosse um detalhe bobo, mas é justamente aí que ela gosta de pegar.