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Medicina · CONSULPLAN · 2024

Questão comentada de Medicina

No Brasil, a doença meningocócica é endêmica, com ocorrência de surtos esporádicos, sendo o meningococo a principal causa de meningite bacteriana no país. A quimioprofilaxia, embora não assegure efeito protetor absoluto e prolongado, tem sido adotada como uma medida eficaz na prevenção de casos secundários. De acordo com as recomendações do Guia de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, o esquema de escolha para a quimioprofilaxia dos contatos de casos de meningite meningocócica é:

Gabarito: A

A doença meningocócica é uma daquelas urgências epidemiológicas: apareceu caso confirmado, a vigilância corre para reduzir o risco de novos casos entre os contatos próximos. A quimioprofilaxia não trata o doente, mas ajuda a cortar a transmissão nas pessoas que tiveram contato íntimo com a secreção respiratória do caso índice. No Guia de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, o esquema clássico de escolha para os contatos é a rifampicina por via oral, administrada a cada 12 horas por 2 dias. É um regime curto, prático e muito usado justamente porque age rápido na erradicação da colonização nasofaríngea pelo meningococo. Por isso, a alternativa A está correta. Em prova, vale guardar a lógica: rifampicina em esquema curto é o padrão mais cobrado para quimioprofilaxia de contatos de meningite meningocócica. Ceftriaxona pode aparecer como alternativa em situações específicas, mas não é o esquema de escolha na formulação clássica da questão. Resumo de bolso: contato próximo de caso de doença meningocócica? Pense em quimioprofilaxia imediata e rifampicina 12/12 h por 2 dias. A vigilância gosta de agir cedo porque meningococo não costuma esperar pacientemente.

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