O manejo da fibrilação atrial depende de fatores como estabilidade do paciente, decisão de controle do ritmo ou da frequência cardíaca, necessidade de anticoagulação e comorbidades associadas. Caso o paciente apresente sinais de instabilidade, deverá ser prontamente cardiovertido eletricamente. A cardioversão elétrica está contraindicada na seguinte situação:
- A)O manejo da fibrilação atrial depende de fatores como estabilidade do paciente, decisão de controle do ritmo ou da frequência cardíaca, necessidade de anticoagulação e comorbidades associadas. Caso o paciente apresente sinais de instabilidade, deverá ser prontamente cardiovertido eletricamente. A cardioversão elétrica está contraindicada na seguinte situação:
Errada, porque repete o enunciado e não traz uma situação clínica específica que contraindique a cardioversão.
- B)Dor precordial; eletrocardiograma com alterações isquêmicas.
Errada, pois dor precordial e alterações isquêmicas sugerem instabilidade e até indicação de cardioversão, não contraindicação.
- C)Fibrilação ventricular/taquicardia ventricular sem pulso ou em taquicardia ventricular polimórfica instável.
Certa, porque fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso exigem desfibrilação, e a taquicardia ventricular polimórfica instável também não deve ser tratada com cardioversão sincronizada.
- D)Sudorese; palidez; hipotensão; tempo de enchimento capilar elevado; confusão; rebaixamento do nível de consciência; síncope.
Errada, porque esses são sinais de instabilidade hemodinâmica e, em um paciente com fibrilação atrial, reforçam a necessidade de cardioversão urgente.
Gabarito: C
Na fibrilação atrial, a conduta depende de uma pergunta que manda em tudo: o paciente está estável ou não? Se estiver instável, como na presença de hipotensão, choque, isquemia ou insuficiência cardíaca aguda, a prioridade é restaurar o ritmo com cardioversão elétrica sincronizada, além de tratar a causa e considerar anticoagulação conforme o tempo de início do quadro e o risco tromboembólico. O ponto-chave aqui é não misturar cardioversão sincronizada com desfibrilação. Cardioversão sincronizada é usada em taquiarritmias com pulso, quando há instabilidade. Já fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso exigem desfibrilação imediata, porque são ritmos de parada cardiorrespiratória. Em taquicardia ventricular polimórfica instável, o choque também não é sincronizado, pois não há sincronização confiável com o QRS. Por isso, a alternativa C está correta como exceção: ela traz ritmos em que a cardioversão elétrica sincronizada não é a conduta adequada. Nesses cenários, a medida correta é desfibrilação e suporte avançado de vida, conforme os algoritmos de ressuscitação cardiopulmonar. Esse raciocínio é compatível com as diretrizes de suporte avançado, como as da American Heart Association e da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Resumo de prova: instável com pulso? Pense em cardioversão sincronizada. Sem pulso ou ritmo caótico? Pense em desfibrilação. A banca gosta muito de trocar esses termos para ver se você cai na armadilha.