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Medicina · CONSULPLAN · 2024

Questão comentada de Medicina

O manejo da fibrilação atrial depende de fatores como estabilidade do paciente, decisão de controle do ritmo ou da frequência cardíaca, necessidade de anticoagulação e comorbidades associadas. Caso o paciente apresente sinais de instabilidade, deverá ser prontamente cardiovertido eletricamente. A cardioversão elétrica está contraindicada na seguinte situação:

Gabarito: C

Na fibrilação atrial, a conduta depende de uma pergunta que manda em tudo: o paciente está estável ou não? Se estiver instável, como na presença de hipotensão, choque, isquemia ou insuficiência cardíaca aguda, a prioridade é restaurar o ritmo com cardioversão elétrica sincronizada, além de tratar a causa e considerar anticoagulação conforme o tempo de início do quadro e o risco tromboembólico. O ponto-chave aqui é não misturar cardioversão sincronizada com desfibrilação. Cardioversão sincronizada é usada em taquiarritmias com pulso, quando há instabilidade. Já fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso exigem desfibrilação imediata, porque são ritmos de parada cardiorrespiratória. Em taquicardia ventricular polimórfica instável, o choque também não é sincronizado, pois não há sincronização confiável com o QRS. Por isso, a alternativa C está correta como exceção: ela traz ritmos em que a cardioversão elétrica sincronizada não é a conduta adequada. Nesses cenários, a medida correta é desfibrilação e suporte avançado de vida, conforme os algoritmos de ressuscitação cardiopulmonar. Esse raciocínio é compatível com as diretrizes de suporte avançado, como as da American Heart Association e da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Resumo de prova: instável com pulso? Pense em cardioversão sincronizada. Sem pulso ou ritmo caótico? Pense em desfibrilação. A banca gosta muito de trocar esses termos para ver se você cai na armadilha.

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