Em relação às fraturas de rádio distal, LaFontaine et al. descreveram critérios radiográficos indicativos de instabilidade. Não corresponde a um critério de instabilidade de LaFontaine:
- A)Idade > 60 anos.
Certa como critério de instabilidade de LaFontaine, porque idade acima de 60 anos aumenta o risco de perda da redução.
- B)Fratura isolada do rádio.
Errada, porque fratura isolada do rádio distal não é critério de instabilidade; o critério clássico é fratura associada da ulna.
- C)Angulação dorsal > 20 graus.
Certa como critério de instabilidade de LaFontaine, pois angulação dorsal maior que 20 graus sugere maior tendência ao desvio secundário.
- D)Cominuição dorsal metafisária.
Certa como critério de instabilidade de LaFontaine, já que a cominuição dorsal metafisária é um sinal de fratura instável.
Gabarito: B
As fraturas do rádio distal podem parecer “simples”, mas algumas têm maior chance de perder redução e sair do lugar depois do tratamento inicial. Por isso, LaFontaine et al. propuseram critérios radiográficos de instabilidade para ajudar a identificar os casos que merecem mais atenção e, muitas vezes, conduta mais agressiva. Entre os achados clássicos estão idade maior que 60 anos, angulação dorsal maior que 20 graus, cominuição dorsal metafisária, fratura intra-articular e fratura associada da ulna, entre outros descritos na literatura. A lógica é bem direta: quanto mais desalinhada, cominutiva e “velha” a fratura, maior a chance de ela colapsar novamente. Em outras palavras, o osso já avisa que não vai ficar quietinho. Isso é muito cobrado em prova porque a banca gosta de trocar um critério real por uma ideia que parece plausível. No enunciado, a alternativa B fala em fratura isolada do rádio, mas isso não é critério de instabilidade de LaFontaine. O que entra como sinal de instabilidade é a presença de fratura associada da ulna, e não o fato de a lesão ser isolada. Então, B é o gabarito porque descreve algo que não compõe esse conjunto de critérios. Resumo para memorizar: idade avançada, desvio dorsal importante, cominuição dorsal, acometimento articular e lesão associada da ulna. Se aparecer “isolada”, desconfie, porque a instabilidade costuma vir do contrário: fratura mais complexa, e não mais simples.