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Medicina · CONSULPLAN · 2024

Questão comentada de Medicina

Mulher, 43 anos, vem ao consultório para discutir a amenorreia. Ela começou a ter menstruação irregular há 2 anos e sua última menstruação foi há 9 meses. A história familiar não é digna de nota. Estudos laboratoriais mostram nível sérico aumentado de prolactina, nível normal de TSH e concentração indetectável de β-hCG. O cálcio sérico é normal. A ressonância magnética revela um adenoma hipofisário de 6 mm. A paciente recusa tratamento médico e cirúrgico porque está feliz por não ter menstruação. Se não for tratado, a paciente corre maior risco de desenvolver:

Gabarito: B

Essa paciente tem um quadro clássico de amenorreia por hiperprolactinemia, muito provavelmente por um microadenoma hipofisário produtor de prolactina. Quando a prolactina sobe, ela inibe o eixo hipotálamo-hipófise-ovariano, reduzindo GnRH e, na sequência, FSH e LH. Resultado prático: cai a produção de estrógeno e a mulher começa a ter ciclos irregulares, depois amenorreia. O detalhe importante aqui é que ela está sem menstruar há meses e ainda por cima tem um adenoma hipofisário na ressonância. Como o TSH é normal e a β-hCG é indetectável, você já afasta duas causas comuns de amenorreia. Ou seja, o cenário aponta para hipogonadismo hipogonadotrófico por prolactina alta. Quando o estrógeno fica baixo por tempo prolongado, o osso sente. O estrógeno protege a massa óssea, então sua deficiência acelera reabsorção óssea e aumenta o risco de osteopenia e osteoporose. Por isso, mesmo que a paciente esteja "feliz" sem menstruar, o corpo dela não está comemorando junto. Então o gabarito é perda de massa óssea. Em prova, lembre da regra de ouro: hiperprolactinemia não é só problema de ciclo menstrual, ela também pode trazer consequências de hipoestrogenismo, especialmente desmineralização óssea.

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