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Medicina · CONSULPLAN · 2024

Questão comentada de Medicina

O caso hipotético a seguir contextualiza a questão. Leia-o atentamente. Mulher, 34 anos, sem outros antecedentes patológicos, em investigação de tontura e cefaleia occipital, vem ao consultório do cardiologista. Considerando que, após a aferição adequada da pressão arterial, o valor encontrado foi de 155 x 113 mmHg, qual estágio de hipertensão arterial a paciente se enquadra?

Gabarito: D

Na classificação da hipertensão arterial, você não olha só para o número "mais bonito" da pressão, e sim para o valor mais elevado entre a sistólica e a diastólica. Em geral, considera-se o estágio pela faixa mais grave encontrada na medida adequada da PA. Então, quando a diastólica já passa de 110 mmHg, o caso sobe de categoria sem cerimônia. Nesta questão, a paciente está com 155 x 113 mmHg. A sistólica até poderia sugerir um estágio intermediário, mas a diastólica de 113 mmHg já enquadra o quadro em hipertensão arterial estágio 3. Ou seja, o pior número manda na classificação. Esse raciocínio está alinhado às diretrizes clássicas de hipertensão arterial usadas em provas, que se baseiam nos níveis pressóricos aferidos corretamente e classificam o paciente conforme a maior faixa atingida. Em concurso, isso aparece bastante: a banca costuma misturar sistólica e diastólica para ver se você cai na armadilha. Portanto, o gabarito correto é a alternativa D, porque a pressão diastólica está acima de 110 mmHg, caracterizando estágio 3.

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