O caso hipotético a seguir contextualiza a questão. Leia-o atentamente. Mulher, 34 anos, sem outros antecedentes patológicos, em investigação de tontura e cefaleia occipital, vem ao consultório do cardiologista. Considerando que, após a aferição adequada da pressão arterial, o valor encontrado foi de 155 x 113 mmHg, qual estágio de hipertensão arterial a paciente se enquadra?
- A)Pré-hipertensão.
Errada, porque valores de 155 x 113 mmHg estão muito acima de pré-hipertensão.
- B)Estágio 1.
Errada, pois estágio 1 corresponde a pressões bem menores do que as apresentadas no caso.
- C)Estágio 2.
Errada, porque a diastólica de 113 mmHg já ultrapassa o limite do estágio 2.
- D)Estágio 3.
Certa, pois a diastólica acima de 110 mmHg enquadra a paciente em hipertensão arterial estágio 3.
Gabarito: D
Na classificação da hipertensão arterial, você não olha só para o número "mais bonito" da pressão, e sim para o valor mais elevado entre a sistólica e a diastólica. Em geral, considera-se o estágio pela faixa mais grave encontrada na medida adequada da PA. Então, quando a diastólica já passa de 110 mmHg, o caso sobe de categoria sem cerimônia. Nesta questão, a paciente está com 155 x 113 mmHg. A sistólica até poderia sugerir um estágio intermediário, mas a diastólica de 113 mmHg já enquadra o quadro em hipertensão arterial estágio 3. Ou seja, o pior número manda na classificação. Esse raciocínio está alinhado às diretrizes clássicas de hipertensão arterial usadas em provas, que se baseiam nos níveis pressóricos aferidos corretamente e classificam o paciente conforme a maior faixa atingida. Em concurso, isso aparece bastante: a banca costuma misturar sistólica e diastólica para ver se você cai na armadilha. Portanto, o gabarito correto é a alternativa D, porque a pressão diastólica está acima de 110 mmHg, caracterizando estágio 3.