A lesão cística pancreática mais associada à síndrome de von Hippel-Lindau (VHL) é:
- A)Cisto epitelial.
Errada, porque cisto epitelial não é a associação clássica de VHL e é um termo genérico demais para a lesão cobrada.
- B)Tumor de Frantz.
Errada, porque o tumor de Frantz é o tumor sólido pseudopapilar do pâncreas, mais comum em mulheres jovens, sem relação típica com VHL.
- C)Lesão cística serosa.
Certa, porque a lesão cística serosa, especialmente o cistoadenoma seroso, é a mais associada à síndrome de von Hippel-Lindau.
- D)Lesão cística mucinosa.
Errada, porque a lesão cística mucinosa não é a principal lesão ligada a VHL e tem outro perfil clínico e histológico.
- E)Neoplasia intraductal produtora de mucina.
Errada, porque a neoplasia intraductal produtora de mucina (IPMN) não é a associação clássica da síndrome de VHL.
Gabarito: C
A síndrome de von Hippel-Lindau (VHL) é uma condição genética que aumenta o risco de várias lesões, inclusive no pâncreas. Quando a prova fala em lesão cística pancreática associada a VHL, o nome que vem quase automaticamente é o cistoadenoma seroso, também chamado de lesão cística serosa. Ele costuma ser benigno, com aspecto microcístico, e pode aparecer junto de outros achados clássicos da síndrome. A lógica aqui é simples: VHL predispõe a tumores e cistos em múltiplos órgãos, e o pâncreas entra nessa lista com bastante destaque. Entre as lesões císticas pancreáticas, a serosa é a mais ligada a VHL, enquanto as mucinosas e as neoplasias intraductais mucinosas têm outro perfil biológico e não são a associação clássica da síndrome. Então, se a banca pergunta qual é a lesão cística pancreática mais associada à VHL, você pensa em cisto seroso, não em lesão mucinosa. Isso é um ponto bem cobrado em Gastroenterologia e Patologia, porque a palavra-chave da síndrome ajuda a separar as lesões benignas serosas das lesões com maior potencial de malignidade. Resumo de prova: VHL - pâncreas - cistoadenoma seroso. É a tríade que resolve a questão sem sofrimento.