As alterações histológicas vasculares são comumente associadas a complicações de outras doenças. Na hipertensão arterial sistêmica (HAS), de longa duração, é esperado encontrar:
- A)Atrofia da camada média vascular e aumento do diâmetro luminal.
Errada, porque atrofia da camada média e aumento do lúmen não combinam com o remodelamento vascular provocado pela hipertensão crônica.
- B)Hiperplasia da camada média vascular e redução do diâmetro luminal.
Certa, pois a hipertensão de longa duração leva a hiperplasia/espessamento da camada média e estreitamento do lúmen vascular.
- C)Espessamento da camada média vascular e aumento do diâmetro luminal.
Errada, porque até há espessamento da parede em hipertensão, mas isso não vem acompanhado de aumento do diâmetro luminal.
- D)Atrofia da camada adventícia vascular e estreitamento do diâmetro luminal.
Errada, porque a adventícia não é a principal camada descrita nessa adaptação e o lúmen tende a estreitar, não apenas a mudar por atrofia adventicial.
Gabarito: B
Na hipertensão arterial sistêmica crônica, o vaso não fica “de boa”: ele reage ao aumento persistente da pressão com remodelamento da parede. Isso costuma levar a espessamento da camada muscular, com proliferação de músculo liso e deposição de material na parede, o que acaba estreitando o lúmen e dificultando ainda mais a passagem do sangue. Em termos de prova, a ideia central é simples: pressão alta por muito tempo machuca o endotélio e estimula a parede vascular a se adaptar, mas essa adaptação vem com custo. O vaso fica mais grosso por dentro e mais apertado por dentro também, como uma mangueira que foi enrijecendo com o tempo. Por isso, a alternativa B está correta, porque descreve hiperplasia da camada média vascular acompanhada de redução do diâmetro luminal. Esse padrão é compatível com a alteração estrutural esperada em vasos submetidos à hipertensão crônica, especialmente quando há remodelamento vascular mais marcado. Vale guardar a lógica: na HAS, o problema não é só a pressão alta em si, mas o dano cumulativo que ela causa na parede do vaso. O resultado final costuma ser parede mais espessa e lúmen menor, o que favorece isquemia e lesão de órgãos-alvo.