“Considerando que as fraturas metacarpais são elegíveis ao tratamento conservador e podem ser imobilizadas através de tala em posição ‘intrínseco plus’. Pode-se afirmar que punho em ____________ de 20-30 graus e articulações metacarpofalangeanas em ________________.” Assinale a alternativa que completa a correta e sequencialmente a afirmativa a seguir.
- A)flexão / extensão máxima
Errada, porque o punho não deve ficar em flexão e as metacarpofalangeanas não são imobilizadas em extensão máxima na posição intrínseco plus.
- B)extensão / extensão máxima
Errada, porque o punho fica em extensão, mas as metacarpofalangeanas precisam ficar em flexão, não em extensão máxima.
- C)flexão / aproximadamente 80-90 graus de flexão
Errada, porque o punho não fica em flexão e, embora as MCPs fiquem flexionadas, o valor descrito precisa ser associado ao punho em extensão.
- D)extensão / aproximadamente 80-90 graus de flexão
Certa, porque a posição intrínseco plus imobiliza o punho em extensão de 20 a 30 graus e as metacarpofalangeanas em cerca de 80 a 90 graus de flexão.
Gabarito: D
As fraturas metacarpais, na maioria das vezes, podem mesmo ser tratadas de forma conservadora, desde que estejam estáveis e sem desvios importantes. Nesses casos, a imobilização em posição de “intrínseco plus” é a queridinha da ortopedia porque ajuda a evitar rigidez e contraturas, deixando a mão em uma posição funcional e segura. Essa posição consiste em punho em extensão de 20 a 30 graus e articulações metacarpofalangeanas em aproximadamente 80 a 90 graus de flexão, enquanto as interfalangeanas ficam livres para se movimentar o máximo possível. A lógica é simples: você protege a fratura sem “engessar” a mão inteira em posição ruim. O segredo aqui está em lembrar que a posição intrínseco plus imita a postura de proteção da mão, preservando os ligamentos colaterais das metacarpofalangeanas e reduzindo o risco de enrijecimento articular. Se você imobiliza com as metacarpofalangeanas estendidas, a cápsula e os ligamentos podem encurtar, e depois a reabilitação vira uma novela. Por isso, a literatura ortopédica clássica orienta punho em leve extensão e MCPs bem fletidas. Assim, o gabarito D está correto porque descreve exatamente essa posição: punho em extensão e metacarpofalangeanas em flexão de cerca de 80 a 90 graus. É o padrão usado para várias imobilizações da mão quando se quer estabilidade com menor chance de rigidez. Em prova, sempre desconfie das alternativas que trocam flexão por extensão ou que deixam as MCPs em extensão máxima, porque isso costuma ser o erro mais comum.