São considerados achados de imagem de trombose venosa profunda aguda de membros inferiores, EXCETO:
- A)Redução do calibre do vaso.
Errada, porque a trombose venosa profunda aguda costuma dilatar a veia, e não reduzir seu calibre.
- B)Conteúdo hipoecogênico no vaso estudado.
Certa, pois o trombo agudo geralmente é hipoecogênico ao ultrassom.
- C)Perda da compressibilidade da veia estudada.
Certa, porque a veia trombosada perde a compressibilidade no exame.
- D)Não caracterização de fluxo ao estudo Doppler colorido.
Certa, já que o Doppler colorido pode não mostrar fluxo no segmento obstruído.
Gabarito: A
Na trombose venosa profunda aguda, a ultrassonografia costuma mostrar uma veia aumentada de calibre, com trombo recente geralmente hipoecogênico e falha de compressibilidade. Isso acontece porque o coágulo é novo, mais mole e ocupa a luz do vaso, impedindo que a veia feche quando o examinador comprime com o transdutor. No Doppler colorido, também é comum haver redução importante ou ausência de fluxo naquele segmento. O ponto da questão está no detalhe que confunde muita gente: na fase aguda, a veia tende a ficar mais distendida, não mais estreita. A redução do calibre do vaso é mais compatível com evolução crônica, quando há retração, fibrose e recanalização parcial. Em outras palavras, o vaso agudo costuma estar "cheio e preso", não "encolhido". Assim, a alternativa A é a exceção porque descreve um achado que não é típico da trombose venosa profunda aguda de membros inferiores. Os demais achados são clássicos do quadro agudo e aparecem com frequência no exame de imagem. Em provas, a banca costuma misturar sinais de fase aguda com sinais de fase crônica para ver se você escorrega no detalhe.