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Medicina · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Medicina

Paciente, sexo feminino, 2 anos, é trazida pela mãe à consulta médica apresentando lesões extensas com rash eritematoso escarlatiniforme; bolhas e áreas ulceradas exsudativas em axilas, região cervical e ao redor da boca. Mãe revela que a criança está no quinto dia de tratamento de nasofaringite aguda. Sobre a síndrome da pele escaldada estafilocócica, assinale a afirmativa correta.

Gabarito: B

A síndrome da pele escaldada estafilocócica é uma reação à toxina produzida pelo Staphylococcus aureus, e não uma “infecção rasinha” da pele em si. Ela aparece muito em crianças pequenas, com febre, irritabilidade, rash eritematoso difuso, bolhas e descamação dolorosa, especialmente em áreas de dobra e ao redor da boca. O quadro assusta, porque parece queimadura, mas o problema central é toxina circulante agindo sobre a pele. O ponto clássico da doença é a clivagem muito superficial da epiderme, em nível subcórneo, por ação das exotoxinas esfoliativas que quebram a desmogleína 1. Por isso, na histopatologia, você não espera uma clivagem subepidérmica com necrose da epiderme. É um detalhe que a banca adora trocar para confundir. O tratamento correto costuma exigir internação hospitalar, principalmente em crianças, para antibioticoterapia sistêmica antiestafilocócica, controle hidroeletrolítico e manejo da dor e dos sintomas. Como há perda de barreira cutânea e risco de desidratação e sepse, o cuidado de suporte é parte essencial da conduta. Em geral, usam-se drogas ativas contra S. aureus, como oxacilina ou cefalosporinas adequadas, conforme o cenário clínico e a resistência local. Por isso, o gabarito é a letra B: ela resume exatamente a conduta mais cobrada na síndrome da pele escaldada estafilocócica. Se a questão fala em toxina, criança pequena, bolhas e áreas exsudativas, pense primeiro em suporte hospitalar e antibiótico sistêmico, não em tratamento tópico como solução principal.

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