Paciente em investigação de sarcoidose pulmonar apresenta radiografia de tórax que evidencia linfonodomegalia mediastinal bilateral. Sobre a classificação radiográfica da sarcoidose, o estágio correspondente ao quadro desse paciente é:
- A)Estágio I.
Certa, porque linfonodomegalia hilar/mediastinal bilateral sem infiltrado pulmonar corresponde ao estágio I da sarcoidose.
- B)Estágio II.
Errada, porque o estágio II exige linfonodomegalia associada a infiltrado pulmonar.
- C)Estágio III.
Errada, porque o estágio III mostra infiltrado pulmonar sem linfonodomegalia hilar.
- D)Estágio IV.
Errada, porque o estágio IV corresponde a fibrose pulmonar avançada, e não apenas a linfonodomegalia.
Gabarito: A
A sarcoidose pulmonar costuma ser cobrada pela classificação radiográfica de Scadding, que organiza os achados do tórax em estágios de 0 a IV. O ponto-chave é simples: quanto mais o exame de imagem mostra linfonodos aumentados, infiltrado pulmonar e, nos estágios finais, fibrose, maior o estágio. Parece uma escadinha radiológica, e a banca adora pedir o primeiro degrau. No estágio I, há apenas linfonodomegalia hilar bilateral, frequentemente associada a linfonodomegalia mediastinal. Ou seja, o paciente da questão, que apresenta linfonodomegalia mediastinal bilateral, encaixa-se nesse padrão de adenopatia intratorácica sem infiltrado pulmonar. Por isso o gabarito é a alternativa A. No estágio II, além da adenopatia hilar/mediastinal bilateral, já existe infiltrado pulmonar. No estágio III, há infiltrado pulmonar sem linfonodomegalia hilar. E no estágio IV, aparecem alterações fibróticas pulmonares permanentes, como retratação e distorção da arquitetura. Em resumo: se a radiografia mostra só linfonodos aumentados no tórax, pense em estágio I. Se aparecer infiltração do parênquima, suba um degrau na classificação. Essa é uma daquelas questões em que o detalhe da imagem manda mais do que o texto enfeitado.