← Questões de Medicina

Medicina · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Medicina

Nos últimos anos, ocorreram mudanças importantes no manejo da asma grave em paralelo ao melhor entendimento da fisiopatologia e fenotipagem da doença. Diversas opções terapêuticas têm ganhado espaço; seu pleno conhecimento é imprescindível para um tratamento otimizado ao paciente asmático. De acordo com as orientações para o manejo da asma grave da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (2021), sobre o tratamento farmacológico de pacientes com tal condição assinale a afirmativa INCORRETA.

Gabarito: C

Na asma grave, o tratamento deixou de ser apenas “aumentar o corticoide e torcer” e passou a ser mais individualizado, com apoio de fenotipagem e biomarcadores. Por isso, hoje você vê broncodilatador de longa ação, anticolinérgico, e até biológicos entrando na cena quando o controle não vem com a terapia inalatória otimizada. O tiotrópio pode ser usado como medicação add-on em pacientes com asma não controlada nas etapas IV e V, e o mepolizumabe é um anti-IL-5 voltado ao fenótipo eosinofílico, com preditores de melhor resposta como eosinofilia e história de exacerbações. Já o omalizumabe é outro biológico, indicado na asma alérgica, e seu uso depende de critérios clínicos e laboratoriais na seleção do paciente. A letra C está incorreta porque a IgE sérica não é usada para “medir sucesso” ou para acompanhar resposta terapêutica ao omalizumabe. A IgE total serve principalmente para seleção e ajuste de dose do omalizumabe, junto com o peso e o perfil clínico, mas a resposta deve ser avaliada por desfechos clínicos, como controle da asma, redução de exacerbações e menor necessidade de corticoide oral. Em resumo: IgE ajuda a entrar no tratamento, mas quem diz se deu certo é a clínica.

Continue treinando

Questões relacionadas