O linfogranuloma venéreo (LGV), também conhecido por linfogranuloma inguinal, mula, bubão ou doença de Nicolas-Favre, se caracteriza pelo aparecimento de lesão genital (lesão primária) de curta duração e que se apresenta como ulceração (ferida) ou pápula, como agente etiológico a Chlamydia trachomatis L1, L2 e L3. Sobre o tratamento do linfogranuloma venéreo, assinale a afirmativa INCORRETA.
- A)O prolongamento da terapia pode ser necessário até a resolução dos sintomas.
Certa, porque em casos mais persistentes ou graves o tratamento pode precisar ser estendido até a resolução clínica.
- B)Doxiciclina 100 mg, VO, um comprimido, duas vezes ao dia, por 21 dias, é a primeira opção.
Certa, pois a doxiciclina 100 mg VO, 2 vezes ao dia, por 21 dias é esquema de primeira linha para LGV.
- C)Deve ter início precoce, antes mesmo da confirmação laboratorial, a fim de minimizar eventuais sequelas.
Certa, já que o tratamento deve ser iniciado precocemente, sem aguardar confirmação laboratorial, para reduzir sequelas.
- D)Se a parceria sexual for assintomática, recomenda-se um dos seguintes tratamentos: azitromicina 500 mg, dois comprimidos, VO, em dose única, ou doxiciclina 100 mg, um comprimido, VO, duas vezes ao dia, por sete dias.
Certa, pois parceiros sexuais assintomáticos também devem ser tratados com esquema recomendado para contato recente.
- E)A antibioticoterapia tem efeito expressivo na duração da linfadenopatia inguinal; os sintomas agudos são frequentemente erradicados de modo rápido. Os antibióticos ainda revertem sequelas como estenose retal ou elefantíase genital.
Errada, porque antibióticos ajudam na infecção ativa e nos sintomas agudos, mas não revertem sequelas estruturais já instaladas como estenose retal ou elefantíase genital.
Gabarito: E
O linfogranuloma venéreo (LGV) é uma IST causada pela Chlamydia trachomatis sorotipos L1, L2 e L3, e costuma começar com uma lesão genital pequena, muitas vezes até discreta, que pode passar despercebida. Depois, o quadro clássico é a linfadenopatia inguinal dolorosa, o famoso bubão, que dá nome popular à doença. No tratamento, a ideia é simples: antibiótico precoce para reduzir sintomas e evitar complicações. A primeira escolha mais cobrada é doxiciclina 100 mg, VO, 2 vezes ao dia, por 21 dias. Em algumas situações, a terapia pode precisar ser prolongada até a melhora clínica, especialmente se houver maior gravidade ou resposta lenta. A banca gosta de testar um ponto importante: tratar cedo ajuda, mas não faz milagre. Os antibióticos melhoram a infecção ativa e podem abreviar os sintomas agudos, porém não revertem sequelas já instaladas, como estenose retal ou elefantíase genital. Essas complicações são sequelas anatômicas, não inflamação ativa, então não desaparecem só com antibiótico. Por isso, a alternativa E está errada: ela exagera o efeito da antibioticoterapia ao afirmar que ela reverte sequelas crônicas. O tratamento é eficaz para a fase infecciosa e para a linfadenopatia aguda, mas não desfaz dano estrutural já consolidado.