Para realizar a correta interpretação do estudo mamográfico, é preciso ter conhecimento das calcificações que podem ser caracterizadas no exame, sendo elas benignas ou suspeitas para malignidade. Segundo o léxico do ACR-BIRADS, analise as morfologias das calcificações a seguir. I. Amorfas. II. Anelares. III. Em “leite de cálcio”. IV. Grosseira heterogênea. V. Pleomórficas finas. São consideradas suspeitas para malignidade o que se afirma apenas em
- A)I, II e IV.
Errada, porque anelares e leite de cálcio são morfologias tipicamente benignas, então o conjunto não fica restrito às calcificações suspeitas.
- B)I, II e V.
Errada, porque inclui calcificações anelares, que não entram no grupo suspeito para malignidade.
- C)I, IV e V.
Certa, porque amorfas, grosseiras heterogêneas e pleomórficas finas são morfologias consideradas suspeitas no BI-RADS.
- D)II, III e IV.
Errada, porque anelares e leite de cálcio são achados benignos, então não formam um trio suspeito.
Gabarito: C
No léxico do ACR BI-RADS, as calcificações mamárias são classificadas pela morfologia porque isso ajuda a separar o que costuma ser benigno do que acende o alerta para malignidade. Entre as morfologias mais suspeitas estão as amorfas, as grosseiras heterogêneas e as pleomórficas finas, porque elas podem aparecer em processos proliferativos e neoplásicos, especialmente quando têm distribuição suspeita na mama. Já algumas calcificações têm cara de tranquilidade e geralmente apontam para benignidade. É o caso das anelares, que costumam corresponder a calcificações da parede vascular ou de lesões benignas, e das em "leite de cálcio", que são clássicas de cistos com sedimentação de cálcio, um achado benigno bem conhecido. Aplicando isso à questão, a sequência suspeita para malignidade é a formada por I, IV e V: amorfas, grosseira heterogênea e pleomórficas finas. É exatamente o que faz o gabarito C ficar correto. Em prova, a banca gosta de misturar nomes que parecem todos "calcificação chata", mas o BI-RADS separa bem o joio do trigo. Resumo mental rápido: amorfas, grosseiras heterogêneas e pleomórficas finas pedem mais atenção; anelares e leite de cálcio são padrões benignos. Não é a distribuição que salva sozinha, mas a morfologia já dá a primeira pista importante.