A suspeita clínica de insuficiência cardíaca aguda tem como base a identificação da presença de congestão pulmonar ou sistêmica por meio da história clínica e do exame físico. Os achados clínicos, ao serem analisados de forma agrupada pelos critérios diagnósticos de Framingham, apresentam maior acurácia diagnóstica, podendo chegar a 75%. São critérios de Framingham para avaliação diagnóstica de insuficiência cardíaca aguda, EXCETO:
- A)Galope de terceira bulha.
Está correta, porque a terceira bulha é um critério maior de Framingham para insuficiência cardíaca.
- B)Edema de tornozelo bilateral.
Está correta, porque edema de tornozelo bilateral é critério menor de Framingham.
- C)Cardiomegalia no raio-X de tórax.
Está correta, porque cardiomegalia no raio-X de tórax é um critério maior de Framingham.
- D)Frequência cardíaca > 120 batimentos por minuto.
Está correta, porque frequência cardíaca acima de 120 bpm é critério menor de Framingham.
- E)Frequência respiratória > 24 incursões respiratórias por minuto.
Está errada, porque frequência respiratória acima de 24 incursões por minuto não faz parte dos critérios de Framingham.
Gabarito: E
Os critérios de Framingham são uma forma clássica de organizar os achados clínicos da insuficiência cardíaca e ajudam muito quando o quadro ainda está “falando baixo” no pronto atendimento. A lógica é simples: alguns sinais contam como maiores e outros como menores, e a combinação deles aumenta bastante a chance diagnóstica. Por isso, não basta olhar um achado isolado; o valor está no conjunto. Entre os critérios de Framingham, há achados como terceira bulha, cardiomegalia no raio-X e taquicardia acima de 120 bpm, além de edema maleolar bilateral. Esses elementos entram na avaliação clínica da congestão e da sobrecarga hemodinâmica. Em outras palavras, é o corpo avisando que a bomba cardíaca está falhando e o líquido está ficando onde não devia. O item que foge da lista é a frequência respiratória acima de 24 incursões por minuto. Esse dado pode aparecer na prática como sinal de gravidade ou desconforto respiratório, mas não faz parte dos critérios de Framingham. Então, o gabarito é a letra E porque ela traz um achado clínico plausível, porém fora do rol clássico desses critérios. Vale lembrar: em provas, a banca costuma misturar critérios verdadeiros com sinais de gravidade gerais para testar se você conhece a classificação correta e não apenas a clínica da dispneia. Aqui, a pegadinha foi colocar um parâmetro respiratório que parece útil, mas não integra o escore de Framingham.