Sobre as alterações histológicas vasculares decorrentes de outras doenças, no Diabetes Mellitus (DM) de longa duração é esperado encontrar:
- A)Atrofia da camada média vascular e aumento do diâmetro luminal.
Errada: no DM crônico não se espera atrofia da média com aumento do diâmetro luminal como achado típico, e sim lesão aterosclerótica e estreitamento vascular.
- B)Hiperplasia da camada média vascular e aumento da elasticidade arterial.
Errada: hiperplasia da camada média e aumento da elasticidade arterial não correspondem ao padrão vascular do diabetes, que tende a causar rigidez e doença aterosclerótica.
- C)Espessamento da camada média vascular e hiperplasia da camada adventícia.
Errada: o espessamento da média e da adventícia não é o achado clássico cobrado no diabetes de longa duração; o foco é a íntima e a aterosclerose.
- D)Espessamento da camada íntima vascular e deposição de placas de aterosclerose.
Certa: o diabetes mellitus de longa duração favorece espessamento da íntima e formação de placas de aterosclerose, sobretudo por disfunção endotelial e dano vascular crônico.
Gabarito: D
No diabetes mellitus de longa duração, a hiperglicemia crônica vai “machucando” a parede dos vasos aos poucos. Isso favorece glicação de proteínas, disfunção endotelial e acelera a aterosclerose, especialmente em artérias de médio e grande calibre. Na prática, a lesão clássica é o espessamento da íntima, com formação de placas ateroscleróticas mais precoces e mais extensas do que o esperado para a idade. Esse é o ponto que a banca quer: não é uma alteração de “crescimento bonito” da parede vascular, e sim um processo degenerativo e obstrutivo. O endotélio perde proteção, as lipoproteínas se depositam com mais facilidade e ocorre inflamação crônica da parede arterial. Resultado? A luz do vaso tende a diminuir, e não a aumentar. Por isso, a alternativa D está correta ao mencionar espessamento da camada íntima vascular e deposição de placas de aterosclerose. Em outras palavras: no diabetes antigo, o vaso fica mais “engordado por dentro” e menos eficiente para conduzir sangue. Como raciocínio de prova, lembre que o diabetes é um forte acelerador de aterosclerose e de doença macrovascular. Já as mudanças de média e adventícia não são a descrição clássica cobrada como principal achado histológico vascular do DM crônico.