← Questões de Medicina

Medicina · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Medicina

Gestante, 32 anos, com 16 semanas de gestação vem à consulta de rotina na UBS. Traz exame de glicemia em jejum, solicitado pelo médico assistente com resultado de 130 mg/dL. De acordo com o resultado do exame, pode-se afirmar que a paciente possui o diagnóstico de

Gabarito: A

Na gestação, a glicemia de jejum merece atenção redobrada porque o rastreio do diabetes pode mudar a conduta já no pré-natal. Quando a gestante apresenta glicemia em jejum de 130 mg/dL, esse valor já ultrapassa o ponto de corte para diabetes manifesto na gravidez, e não apenas diabetes gestacional. Em outras palavras: não é um “açúcarzinho um pouco alto”, é diagnóstico de diabetes mellitus na gestação, exigindo acompanhamento e controle rigoroso. O raciocínio aqui é simples: diabetes gestacional costuma ser diagnosticado com critérios mais baixos e, em geral, a meta terapêutica de jejum fica abaixo de 95 mg/dL. Já uma glicemia de jejum igual ou acima de 126 mg/dL sugere diabetes mellitus, inclusive quando detectada na gestação. Por isso, 130 mg/dL fecha o quadro de diabetes mellitus, e não de diabetes gestacional. Depois de feito o diagnóstico, a meta de controle glicêmico em jejum no diabetes da gestação costuma ser menor que 95 mg/dL, com outras metas também mais apertadas para pós-prandial. Isso é importante porque o objetivo é reduzir riscos maternos e fetais, como macrossomia, pré-eclâmpsia e hipoglicemia neonatal. Em termos de prova, a banca quer que você diferencie duas coisas: diagnóstico e meta de controle. O erro clássico é pensar que qualquer hiperglicemia na gestante vira diabetes gestacional. Não vira. Se a glicemia de jejum já vem em nível de diabetes franco, o nome muda e a conduta também.

Continue treinando

Questões relacionadas