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Medicina · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Medicina

Mulher, 55 anos, com o diagnóstico de DM II e obesidade, em uso, atualmente, de metformina 500 mg de 8 em 8 horas e gliclazida 60 mg/dia. Traz resultado de controles de glicemia capilar apresentando resultados acima de 250 mg/dL em várias medidas. Hb glicada de 11,5%, Hb 14,5 g/dL; Ht 41%; Leucócitos 6.000; Plaquetas 250000. Cr 2,5; Ureia 60 mg/dL; taxa de filtração glomerular de 20 ml/min/1,73m³. Mediante o caso clínico hipotético, a conduta mais adequada é:

Gabarito: C

Quando o diabetes tipo 2 sai do controle e a glicemia fica persistentemente alta, a primeira pergunta é: os comprimidos ainda fazem sentido sozinhos? Aqui, a resposta é não. A paciente tem Hb glicada de 11,5% e glicemias acima de 250 mg/dL, ou seja, falha terapêutica importante. Em quadros assim, especialmente com doença renal avançada, a insulinoterapia passa a ser a opção mais segura e eficaz. O detalhe decisivo é a função renal: a taxa de filtração glomerular está em 20 ml/min/1,73 m². Nessa faixa, a metformina deve ser suspensa, porque o risco de acidose láctica aumenta e ela deixa de ser uma escolha adequada. A gliclazida também não é uma boa companhia nesse cenário, pois as sulfonilureias em insuficiência renal aumentam o risco de hipoglicemia e, além disso, já não estão dando conta do recado. Com hiperglicemia importante e insuficiência renal, o tratamento mais apropriado é iniciar esquema com insulina de ação intermediária e insulina regular, ajustando doses conforme o perfil glicêmico. Em linguagem de prova: quando o rim vai mal e o diabetes está descompensado, o remédio oral perde espaço e a insulina assume o volante. Por isso, o gabarito é a letra C: suspende-se metformina e gliclazida e inicia-se insulinoterapia com NPH e regular. Em prova de concurso, esse raciocínio costuma aparecer como combinação de "DM descompensado + TFG baixa = trocar antidiabéticos orais por insulina".

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