As apresentações extrapulmonares da tuberculose têm seus sinais e sintomas dependentes dos órgãos ou sistemas acometidos. Sua ocorrência aumenta em pacientes coinfectados pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), especialmente entre aqueles com imunocomprometimento grave. De acordo com as orientações do Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, a forma mais frequente de tuberculose extrapulmonar em pessoas vivendo com HIV é:
- A)Óssea.
Óssea pode ocorrer na tuberculose extrapulmonar, mas não é a forma mais frequente em pessoas vivendo com HIV.
- B)Pleural.
A forma pleural é relativamente comum, porém não é a principal apresentação extrapulmonar nesse cenário.
- C)Pericárdica.
A tuberculose pericárdica existe e pode ser grave, mas é bem menos frequente que a ganglionar periférica.
- D)Meningoencefálica.
A forma meningoencefálica é importante pela gravidade, mas não é a apresentação extrapulmonar mais comum em PVHIV.
- E)Ganglionar periférica.
Correta, pois a tuberculose ganglionar periférica é a forma extrapulmonar mais frequente em pessoas vivendo com HIV, segundo o manual do MS.
Gabarito: E
A tuberculose extrapulmonar aparece quando o bacilo sai do pulmão e acomete outros órgãos, e em pessoas vivendo com HIV isso fica mais comum, sobretudo quando a imunidade despenca. Nessa situação, o quadro pode ser mais disseminado e, muitas vezes, menos “clássico”, o que dificulta o diagnóstico e cobra atenção do clínico. Pelo Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, a forma extrapulmonar mais frequente em pessoas vivendo com HIV é a ganglionar periférica. Isso acontece porque os linfonodos, especialmente os periféricos, são alvos comuns da disseminação hematogênica e linfática do Mycobacterium tuberculosis em contexto de imunossupressão. As outras formas listadas também podem ocorrer, mas não lideram a frequência nessa população. Em prova, vale lembrar essa associação: HIV aumenta a chance de tuberculose extrapulmonar e disseminada, e a forma ganglionar periférica costuma ser a campeã nas estatísticas do manual brasileiro. Então, aqui o gabarito é a alternativa E. É uma questão bem de manual, daquelas em que decorar a forma mais frequente salva tempo e evita chute elegante.