Maria, 7 anos, em tratamento de fratura do rádio distal, com uso de gesso circular há cerca de 6 semanas. O médico assistente determina a retirada do gesso circular. Podemos afirmar sobre esta etapa que:
- A)Não é necessário planejar o local da fenda.
Errada, porque o local da fenda deve ser planejado para reduzir risco de lesão cutânea e facilitar a abertura do gesso.
- B)É contraindicado utilizar o polegar para regular a profundidade da serra oscilante.
Certa, pois o polegar não deve ser usado para regular a profundidade da serra oscilante, já que isso aumenta o risco de corte.
- C)O uso da serra oscilatória deve ser realizado, preferencialmente, em proeminências ósseas.
Errada, porque a serra deve ser evitada sobre proeminências ósseas, que são áreas mais suscetíveis a trauma.
- D)É recomendável que o técnico em imobilização ortopédica utilize a serra oscilatória em sua própria pele para demonstrar ao paciente que ela não causa cortes, gerando tranquilidade.
Certa, pois a demonstração controlada na própria pele ajuda a tranquilizar a criança e mostrar que a serra não corta quando usada corretamente.
Gabarito: D
Na retirada de um gesso circular, o cuidado principal não é só “cortar e pronto”: é proteger a pele e deixar o procedimento previsível para a criança. A serra oscilatória corta o gesso, mas não a pele de forma simples quando usada corretamente, e por isso a equipe costuma orientar o paciente antes, mostrando o ruído, a vibração e a sensação de “coceguinha” que ela provoca. Isso reduz medo e evita movimentos bruscos na hora da retirada. A técnica correta inclui escolher bem o trajeto da fenda, evitar proeminências ósseas e usar a serra com atenção constante, porque regiões como punho, cotovelo, maléolos e cabeça da fíbula são mais vulneráveis a lesão. Também não se deve pressionar a serra com força excessiva nem confiar em truques improvisados. Por isso, a alternativa D está correta: o técnico pode demonstrar na própria pele que a serra oscilatória não corta facilmente quando usada adequadamente, o que ajuda a tranquilizar a criança e os responsáveis. É uma prática de educação e humanização do atendimento, muito útil em pediatria. As demais alternativas erram pontos básicos de segurança: é preciso planejar a fenda, evitar proeminências ósseas e jamais usar o polegar como referência da profundidade da serra. Em ortopedia, o detalhe faz diferença - e aqui ele protege a pele, o paciente e a equipe.