Uma paciente, 38 anos, comparece à consulta ginecológica com um resultado de Papanicolaou classificado como ASC-H (Atipias em Células Escamosas de Significado Indeterminado, com Suspeita de Lesão Intraepitelial de Alto Grau). De acordo com as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero – INCA 2016, assinale a conduta inicial recomendada para o acompanhamento desta paciente neste momento.
- A)Realizar a repetição da citologia oncótica em seis meses.
Errada: repetir a citologia em seis meses não é a conduta inicial para ASC-H, porque esse resultado exige investigação imediata com colposcopia.
- B)Encaminhar a paciente para a realização de histeroscopia diagnóstica.
Errada: histeroscopia não é exame indicado para avaliação de alteração citológica do colo do útero, pois ela avalia a cavidade uterina, não o colo.
- C)Solicitar a realização do teste de captura híbrida para detecção do HPV.
Errada: o teste de HPV pode ter papel em outros cenários, mas diante de ASC-H a prioridade é colposcopia, sem postergar a avaliação.
- D)Encaminhar a paciente para colposcopia e, se necessário, realizar biópsia dirigida.
Certa: ASC-H exige encaminhamento para colposcopia e, se houver lesão suspeita, biópsia dirigida, conforme a diretriz do INCA.
Gabarito: D
ASC-H no Papanicolaou é um achado que liga o alerta para lesão de alto grau, mesmo sem confirmar o diagnóstico. Em outras palavras: o exame não fechou a porta, mas já deixou a luz acesa, e aí você não fica esperando para ver o que acontece. Pela Diretriz Brasileira para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero do INCA 2016, a conduta inicial para ASC-H é encaminhar a paciente para colposcopia. A lógica é simples: como existe suspeita de lesão intraepitelial de alto grau, a prioridade é avaliar o colo diretamente. Na colposcopia, se houver área suspeita, faz-se biópsia dirigida para confirmar ou excluir neoplasia. Isso é especialmente importante porque o ASC-H tem risco relevante de lesão significativa, e repetir citologia ou pedir HPV primeiro pode atrasar a investigação. Então, para essa paciente de 38 anos, a conduta correta é encaminhamento para colposcopia, com biópsia dirigida se necessário. Esse é exatamente o tipo de situação em que o rastreamento vira investigação diagnóstica, sem enrolação.