O prognóstico dos pacientes com mielofibrose primária é baseado no modelo denominado Sistema Internacional de Pontuação de Prognóstico (International Prognostic Scoring System – IPSS), utilizado para estimar a sobrevida a partir do diagnóstico. São considerados fatores avaliados pelos IPSS, EXCETO:
- A)Idade.
Idade é fator do IPSS e conta para o risco prognóstico na mielofibrose primária.
- B)Plaquetas.
Plaquetas não fazem parte do IPSS original; elas aparecem em escores posteriores, como o DIPSS-plus.
- C)Leucócitos.
Leucócitos elevados são critério do IPSS e sugerem maior risco.
- D)Blastos circulantes.
Blastos circulantes entram no IPSS, desde que em percentual igual ou maior que 1%.
Gabarito: B
Na mielofibrose primária, o IPSS serve para estimar prognóstico já no diagnóstico, ajudando a separar pacientes com risco maior ou menor de pior evolução. É um escore simples e clássico, muito cobrado em prova, porque mistura dados clínicos e laboratoriais que a banca adora cobrar em lista. Os fatores do IPSS são: idade acima de 65 anos, sintomas constitucionais, hemoglobina abaixo de 10 g/dL, leucócitos acima de 25.000/mm3 e presença de blastos circulantes igual ou maior que 1%. Repare que o foco é risco biológico e sinal de doença mais agressiva, não uma bateria completa de hemograma. Por isso, o item que não faz parte do IPSS é a contagem de plaquetas. Plaquetas entram em outros sistemas de estratificação mais completos, como o DIPSS-plus, mas não no IPSS original. Em prova, essa troca entre escores é a pegadinha clássica.