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Medicina · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Medicina

Considerando que a ecoendoscopia pode ser muito útil no estadiamento de neoplasias pulmonares do tipo não pequenas células, especialmente com a utilização da punção aspirativa por agulha fina guiada por ultrassom endobrônquico (EBUS-FNA), analise as situações clínicas a seguir. I. Paciente AMN, 60 anos, com diagnóstico de carcinoma de células escamosas de pulmão e com linfonodomegalia mediastinal visualizado no PET-TC. II. Paciente TRL, 62 anos, com diagnóstico de carcinoma de células escamosas pulmonares de localização central, sem linfonodomegalia mediastinal. III. Paciente MBS, 67 anos, com diagnóstico de adenocarcinoma de pulmão, com linfonodomegalia ipsilateral hilar, sem linfonodomegalia mediastinal. De acordo com as orientações do II Consenso Brasileiro de Ecoendoscopia, recomenda-se a realização de EBUS-FNA em

Gabarito: A

A ecoendoscopia, especialmente na forma de EBUS-FNA, entrou para a prática porque ajuda a confirmar o acometimento linfonodal com mais precisão do que a imagem sozinha. Em câncer de pulmão não pequenas células, o ponto-chave é simples: se existe suspeita de linfonodo comprometido no mediastino ou em cadeias acessíveis pelo ultrassom endobrônquico, vale partir para amostragem histológica, porque isso muda estadiamento e conduta de verdade. No caso I, há linfonodomegalia mediastinal no PET-TC, o que já configura indicação clássica de EBUS-FNA para confirmação diagnóstica e estadiamento. No caso II, embora não haja linfonodomegalia mediastinal, o tumor é escamoso, central, e esse perfil clínico aumenta a chance de acometimento mediastinal oculto, então o método também é recomendado para melhor estadiamento. No caso III, o adenocarcinoma tem linfonodomegalia hilar ipsilateral. Linfonodos hiliares e mediastinais são alvos frequentes do EBUS, e a investigação por punção guiada ajuda a definir extensão da doença, mesmo sem linfonodomegalia mediastinal explícita. Em resumo: o exame é útil tanto quando a imagem já acendeu o alerta, quanto quando o risco clínico é alto apesar de a imagem estar “bonitinha”. Por isso, o gabarito é A, porque as três situações descritas se enquadram nas recomendações do II Consenso Brasileiro de Ecoendoscopia para realização de EBUS-FNA.

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