Paciente, sexo feminino, 32 anos, vítima de queda de bicicleta, foi diagnosticada com uma fratura da diáfise da ulna esquerda, com angulação anterior do foco de fratura associada à luxação anterior da cabeça do rádio. Segundo a classificação de Bado para as fraturas-luxações de Monteggia, este quadro deve ser categorizado como tipo:
- A)I.
Correta, pois corresponde ao tipo I de Bado: angulação anterior da ulna com luxação anterior da cabeça do rádio.
- B)II.
Incorreta, porque o tipo II envolve angulação posterior da ulna e luxação posterior da cabeça do rádio.
- C)III.
Incorreta, pois o tipo III se relaciona a fratura da ulna com luxação lateral da cabeça do rádio.
- D)IV.
Incorreta, já que o tipo IV envolve fratura da ulna e do rádio no terço proximal com luxação da cabeça do rádio, não o padrão descrito.
Gabarito: A
A fratura-luxação de Monteggia é uma lesão clássica do antebraço: fratura da ulna associada à luxação da cabeça do rádio. O detalhe que manda na classificação de Bado é a direção da angulação da ulna e, junto dela, a posição da cabeça do rádio. Parece um detalhe de anatomia, mas em prova ele faz toda a diferença. No tipo I de Bado, a ulna está angulada para anterior e a cabeça do rádio se desloca para anterior. É exatamente o cenário descrito no enunciado: fratura da diáfise da ulna esquerda com angulação anterior do foco fraturário e luxação anterior da cabeça do rádio. Então, o gabarito A está correto porque reproduz a definição do tipo I. Se você lembrar da associação "ulna angulada para anterior + rádio luxado para anterior", você mata a questão sem sofrimento. Vale como regra prática: em Monteggia, pense primeiro na ulna e depois confira a cabeça do rádio. A classificação de Bado organiza esse padrão em quatro tipos, sendo o tipo I o mais cobrado em provas de ortopedia.