A síndrome de lise tumoral trata-se de uma complicação com prevalência significativa em pacientes oncológicos em tratamento. São distúrbios hidroeletrolíticos classicamente presentes na síndrome de lise tumoral:
- A)Hipocalcemia; hipercalemia; e, hiperfosfatemia.
Correta, porque a lise tumoral cursa classicamente com hipocalcemia, hipercalemia e hiperfosfatemia.
- B)Hipercalcemia; hipocalemia; e, hiperfosfatemia.
Errada, pois na síndrome de lise tumoral o cálcio tende a cair e o potássio tende a subir, não o contrário.
- C)Hipocalcemia; hipercalemia; e, hipomagnesemia.
Errada, porque a alteração típica é hiperfosfatemia, e não hipomagnesemia, além de a hipocalcemia ser a marca esperada.
- D)Hipercalcemia; hipercalemia; e, hipermagnesemia.
Errada, pois hipercalcemia e hipermagnesemia não são o padrão da síndrome de lise tumoral; o esperado é cálcio baixo e fósforo alto.
Gabarito: A
A síndrome de lise tumoral acontece quando muitas células tumorais se rompem de uma vez, liberando para o sangue um verdadeiro "pacote surpresa" de substâncias intracelulares. Isso leva a alterações clássicas no exame: aumento de potássio e fósforo, queda de cálcio e aumento de ácido úrico, com risco de arritmia, convulsão e lesão renal aguda. O mecanismo é bem intuitivo: a célula tumoral tem muito conteúdo interno, e quando ela liseia, solta potássio e fosfato em grande quantidade. O fósforo se liga ao cálcio, reduzindo o cálcio livre circulante, o que explica a hipocalcemia. Já a hipercalemia é perigosa porque pode desorganizar o ritmo cardíaco rapidamente. Por isso, a associação clássica cobrada em prova é hipocalcemia, hipercalemia e hiperfosfatemia, exatamente como na alternativa A. Em geral, a banca gosta de testar se você lembra da tríade bioquímica típica da lise tumoral e não confunde com outros distúrbios metabólicos mais comuns em oncologia. Resumo de prova: lise tumoral = potássio sobe, fósforo sobe, cálcio desce, e ácido úrico também sobe. Se aparecer esse combo, pode marcar sem medo a fisiopatologia clássica da síndrome.