O infarto agudo do miocárdio que acontece devido ao desbalanço entre a oferta coronariana e a demanda do músculo cardíaco é o:
- A)Tipo 1.
Errada, porque o tipo 1 é o infarto aterotrombótico, geralmente por ruptura de placa e trombo coronariano agudo.
- B)Tipo 2.
Certa, porque o tipo 2 ocorre por desbalanço entre oferta de oxigênio ao miocárdio e sua demanda, sem exigir trombose aguda como causa principal.
- C)Tipo 3.
Errada, porque o tipo 3 se relaciona a morte súbita cardíaca com suspeita de isquemia antes que biomarcadores confirmem o infarto.
- D)Tipo 4.
Errada, porque o tipo 4 está ligado à intervenção coronariana percutânea, como o infarto associado à angioplastia.
Gabarito: B
O infarto agudo do miocárdio não é uma ideia única: ele pode acontecer por mecanismos diferentes, e isso muda o tipo do evento. Quando o problema nasce de uma ruptura de placa com trombo coronariano, estamos pensando no tipo 1. Mas, quando o coração sofre porque a oferta de sangue não dá conta da demanda do músculo, sem necessariamente haver trombose aguda, a lógica é outra. Esse cenário é o chamado infarto tipo 2. Ele aparece em situações como anemia importante, taquiarritmias, hipotensão, vasoespasmo ou hipoxemia, em que o miocárdio pede mais oxigênio do que está recebendo, ou recebe menos do que precisa. É um desequilíbrio entre oferta e consumo, um clássico da cardiologia que adora cobrar conceitos bem encaixadinhos. Por isso o gabarito é a letra B. O tipo 2 é exatamente o infarto por desbalanço entre oferta coronariana e demanda do músculo cardíaco, conforme a definição universal do infarto do miocárdio. Em provas, vale guardar essa associação: tipo 1 = evento aterotrombótico; tipo 2 = desbalanço oferta-demanda. Se você lembrar dessa dupla, já sai na frente. A banca costuma trocar os mecanismos para ver se você confunde trombose coronariana com sofrimento miocárdico secundário a outra causa, então o segredo é olhar o mecanismo, não só a palavra infarto.