Um paciente que apresenta infecção pelo vírus da Hepatite Delta, obrigatoriamente, possui coinfecção por Hepatite:
- A)A.
Errada, porque o vírus da hepatite A não tem relação com a replicação do HDV.
- B)B.
Certa, pois o vírus da hepatite Delta depende do HBsAg do vírus da hepatite B para infectar e se replicar.
- C)C.
Errada, porque o vírus da hepatite C não é necessário para a infecção pelo HDV.
- D)E.
Errada, pois o vírus da hepatite E também não serve de suporte para o HDV.
Gabarito: B
A hepatite Delta, causada pelo vírus HDV, é um vírus “dependente” do vírus B: ele não consegue montar sua partícula infecciosa sozinho e precisa do antígeno de superfície do HBV, o HBsAg, para se replicar e circular no organismo. Em outras palavras, sem hepatite B, não existe hepatite Delta de verdade. Essa é a ideia central que costuma aparecer em prova. Por isso, se o paciente tem infecção pelo vírus da hepatite Delta, obrigatoriamente existe infecção pelo vírus da hepatite B junto. Essa associação pode ocorrer como coinfecção simultânea ou como superinfecção em quem já é portador de HBV. O ponto-chave cobrado aqui é a dependência biológica do HDV em relação ao HBV. Então o gabarito B está correto porque a hepatite Delta exige, necessariamente, a presença do vírus B. Se a alternativa trouxesse hepatite A, C ou E, estaria fora da lógica virológica, já que nenhum deles fornece o HBsAg que o HDV precisa para existir. Na prática clínica e nas referências clássicas de infectologia e hepatologia, essa relação é descrita de forma muito direta: HDV só infecta quem tem HBV. É uma das associações mais clássicas da prova, daquelas que parecem pegadinha, mas na verdade são a regra nua e crua da virologia.