Os nódulos da tireoide chamam a atenção quando observados pelo paciente durante o exame físico de rotina ou quando vistos incidentalmente durante um procedimento radiológico. A ultrassonografia da tireoide deve ser realizada em todos os pacientes com suspeita de nódulo tireoidiano ou bócio nodular no exame físico ou com nódulos observados incidentalmente em outros exames de imagem. Considere um paciente do sexo masculino, 53 anos, sem comorbidades, com diagnóstico de nódulo tireoidiano em exame de “rotina”. Sem queixas. TSH 1,5 UI/mL. Ao exame de ultrassonografia, descrito nódulo sólido de 2,5 cm, hipoecoico com margens lisas, formato mais largo do que alto, sem microcalcificações e extensão extratireoidiana. Considerando tais informações, qual a conduta recomendada?
- A)Indicar PAAF.
Correta, porque o nódulo tem características de risco intermediário e mede 2,5 cm, acima do ponto de corte para PAAF.
- B)Solicitar novo TSH.
Errada, porque o TSH já foi informado e está normal, então não há motivo para repetir o exame como próximo passo.
- C)Solicitar cintilografia.
Errada, porque a cintilografia é mais indicada quando o TSH está baixo/suprimido, sugerindo nódulo funcionante.
- D)Indicar biópsia excisional.
Errada, porque biópsia excisional não é a conduta inicial em um nódulo tireoidiano avaliado por ultrassom e TSH.
Gabarito: A
Quando aparece um nódulo tireoidiano, o raciocínio começa pelo TSH e pela ultrassonografia. Se o TSH estiver baixo, você pensa em nódulo funcionante e aí a cintilografia entra em cena. Mas, com TSH normal, como neste caso, o caminho é olhar o padrão ultrassonográfico para decidir se o nódulo merece PAAF. Aqui o nódulo é sólido, hipoecoico, com margens lisas, mais largo do que alto, sem microcalcificações e sem extensão extratireoidiana. Esse perfil sugere risco intermediário de malignidade, e as diretrizes da American Thyroid Association (ATA) e sociedades correlatas recomendam PAAF quando esse tipo de nódulo tem 1 cm ou mais. Como ele mede 2,5 cm, a indicação está bem preenchida. Ou seja: o tamanho, somado ao padrão de imagem, deixa a punção por agulha fina indicada. Não é caso de pedir novo TSH só por rotina, nem de cintilografia, porque o TSH não está suprimido. Biópsia excisional também não é o primeiro passo em nódulo tireoidiano com essa apresentação. Na prática de prova, lembre da lógica simples: TSH baixo - pensa em cintilografia; TSH normal ou alto - decide pela ultrassonografia e pelo tamanho do nódulo. Nesse enunciado, a ultrassonografia já entregou o recado e ele pede PAAF.