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Medicina · CETREDE · 2021

Questão comentada de Medicina

Sobre a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), analise as assertivas a seguir. I. A DPOC é uma causa frequente de morbidade e mortalidade mundialmente conhecida, cujo quadro clínico nas fases iniciais se assemelha aos sintomas atribuídos ao tabagismo, no qual a tosse e a presença de catarro são frequentes, sendo necessária, para o diagnóstico, a correlação com a presença de obstrução ao fluxo aéreo na espirometria. Chiado e aperto no peito são sintomas inespecíficos e de apresentação variável ao longo do dia, mais frequentes nos idosos e nos períodos de exacerbações infecciosas. II. A coexistência da depressão e a DPOC nos pacientes são altas, assim como a concomitância de DPOC e os distúrbios de ansiedade. A associação dessas duas condições piora a aptidão física, prejudica a qualidade de vida, provoca o uso mais frequente de cuidados médicos e reduz a adesão medicamentosa. A correlação dos transtornos de ansiedade associados com doenças respiratórias pode piorar subjetivamente os sintomas da doença, especialmente a dispneia ou a tosse. Isso resulta em uma rotina de exacerbações, maior taxa de atendimento hospitalar, aumento do número de doses de broncodilatadores, corticosteroides inalatórios, antibióticos e incidência dos eventos adversos. III. Porque os sintomas da doença não são, muitas vezes, valorizados, há uma progressiva gravidade da obstrução ao fluxo aéreo, que pode ser determinada pela medida, na espirometria, do volume expiratório final forçado no primeiro segundo pós-broncodilatador (VEF1%-PBD). No idoso, o estado nutricional, a reduzida capacidade para realizar exercícios físicos e a presença de doenças crônicas, como osteoporose, doenças cardiovasculares, diabetes mellitus e depressão, são fatores considerados como possíveis complicadores e aumentam a mortalidade associada à DPOC. Marque a opção que indica a(s) alternativa(s) CORRETA(S).

Gabarito: E

A DPOC é uma doença crônica muito comum, ligada principalmente ao tabagismo, e costuma começar de forma traiçoeira: tosse, catarro e falta de ar vão aparecendo aos poucos, quase como se fossem “coisas do cigarro”, o que faz muita gente demorar a procurar ajuda. O diagnóstico não é feito só pela história clínica: ele precisa ser confirmado na espirometria, mostrando obstrução persistente ao fluxo aéreo, geralmente após broncodilatador. Outro ponto importante é que DPOC não afeta só o pulmão. Depressão e ansiedade são muito frequentes nesses pacientes e pioram a percepção dos sintomas, especialmente dispneia e tosse. Na prática, isso costuma aumentar idas ao serviço de saúde, piorar adesão ao tratamento e até favorecer mais exacerbações. Então, quando a banca mistura pulmão com saúde mental, não é enfeite: é fisiopatologia e impacto clínico de verdade. A doença também tende a evoluir com progressão da limitação ao fluxo aéreo, e a espirometria ajuda a medir essa gravidade pelo VEF1 pós-broncodilatador. Além disso, em idosos, desnutrição, baixa capacidade funcional e comorbidades como osteoporose, doenças cardiovasculares, diabetes e depressão pesam muito no prognóstico. Ou seja, a DPOC não vem sozinha: ela adora aparecer com “companhia ruim”. Por isso, as três assertivas estão corretas. A questão cobra exatamente esse conjunto clássico da DPOC: sintomas respiratórios iniciais, confirmação espirométrica, impacto de ansiedade e depressão, e pior prognóstico com comorbidades e fragilidade funcional. Gabarito E.

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