No tratamento da displasia do desenvolvimento do quadril, o suspensório de Pavlik limita a:
- A)flexão e adução.
Errada, porque flexão e adução são movimentos que o suspensório tende a permitir na posição de tratamento, não os que ele limita.
- B)flexão e abdução.
Errada, porque a flexão e a abdução são justamente a posição desejada com o suspensório de Pavlik.
- C)extensão e adução.
Certa, porque o suspensório limita a extensão e a adução, mantendo o quadril em flexão e abdução.
- D)extensão e abdução.
Errada, porque a abdução não é o movimento restringido pelo Pavlik; ela faz parte da posição terapêutica.
- E)rotação lateral.
Errada, porque rotação lateral não é a limitação clássica cobrada no uso do suspensório de Pavlik.
Gabarito: C
Na displasia do desenvolvimento do quadril, o suspensório de Pavlik é uma órtese clássica usada principalmente em lactentes. A ideia é simples: manter o quadril em flexão e abdução, posição que ajuda a centralizar a cabeça femoral no acetábulo e favorece o desenvolvimento normal da articulação. O corpo agradece, o quadril encaixa melhor e a cabeça do fêmur para de “passear” onde não deve. Por isso, o aparelho não permite livremente todos os movimentos. Ele limita principalmente a extensão e a adução, porque esses movimentos tendem a deslocar a cabeça femoral e piorar a instabilidade. Em outras palavras, o Pavlik “segura” o quadril numa posição protetora, evitando justamente os gestos que favorecem a luxação. É exatamente aí que mora o gabarito C: extensão e adução. Se a questão perguntar o que o suspensório limita, lembre que ele faz o quadril ficar dobrado e aberto, não esticado e fechado. Esse é um conceito clássico de ortopedia pediátrica, sem necessidade de fundamento legal ou jurisprudencial. Aqui o raciocínio é anatômico e funcional mesmo.