Com relação aos cistos de colédoco, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta. I. Patologia descrita pela primeira vez por Vater em 1723, foi classificada por Alonso-Lej e colaboradores em 1959, e subsequentemente por Todani et al, cuja classificação é usada até hoje. ll. A excisão do cisto com hepaticoenteroanastomose ainda é o procedimento padrão para essa grave doença da via biliar. III. O tipo I é a forma mais comum e a tipo IV-A, a segunda mais comum. IV. Ela afeta muito mais a população japonesa que a dos ocidentais em geral, sendo a proporção de meninos afetados menor que a de meninas (1:4). V. A colangiorressonância, recentemente, não é mais recomendada como o exame pré-operatório de escolha. Estão corretas:
- A)todos as afirmativas.
Errada, porque a afirmativa V é falsa: a colangiorressonância segue sendo o exame pré-operatório de escolha.
- B)apenas I, Il e IV.
Errada, porque exclui a afirmativa III, que está correta ao apontar o tipo I como o mais comum e o IV-A como o segundo mais frequente.
- C)apenas I, Il, IlI e IV.
Correta, pois as afirmativas I, II, III e IV estão de acordo com a literatura clássica sobre cistos de colédoco.
- D)apenas I, IlI e IV.
Errada, porque deixa de fora a afirmativa II, que está correta ao indicar a excisão com hepaticoenteroanastomose como tratamento padrão.
- E)apenas Il, IlI e IV.
Errada, porque a afirmativa I também é correta e não pode ser excluída do conjunto.
Gabarito: C
Os cistos de colédoco são dilatações congênitas da via biliar e, na prática, a classificação de Todani é a mais cobrada em prova. A história costuma aparecer em blocos: a descrição inicial foi atribuída a Vater, depois houve a classificação de Alonso-Lej e, por fim, a de Todani, que organiza melhor os tipos e segue como referência até hoje. Isso ajuda muito porque, em questões, a banca adora misturar nome de autor com tipo de cisto. Do ponto de vista terapêutico, o tratamento clássico continua sendo a excisão do cisto com hepaticoenterostomia, geralmente em Y de Roux. Ou seja, não basta "drenar" ou fazer um remendo: a ideia é retirar a lesão, porque ela tem risco de complicações como colangite, litíase e até degeneração maligna. Quanto à classificação, o tipo I é o mais comum, e o tipo IV-A costuma aparecer como o segundo mais frequente. A doença também tem distribuição epidemiológica bem conhecida: é mais prevalente em populações asiáticas, especialmente japonesas, e há predomínio no sexo feminino. Então, quando a questão diz que meninas são mais afetadas que meninos, isso está alinhado com o padrão clássico. Já a colangiorressonância continua sendo o exame de escolha para o planejamento pré-operatório, por ser não invasiva e muito útil para mapear a anatomia biliar. Portanto, o erro da afirmação V é justamente negar o papel atual da MRCP. Assim, ficam corretas as afirmativas I, II, III e IV, que correspondem ao gabarito C.