A dengue é uma arbovirose e constitui em um grave problema de saúde pública. A infecção pelo vírus da dengue apresenta amplo espectro clínico, variando desde formas oligossintomáticas até quadros graves, podendo evoluir para o óbito. O aparecimento dos sinais de alarme deve ser rotineiramente monitorado nos casos suspeitos, principalmente em crianças. Dentre os sinais de alarme, destacam-se, exceto:
- A)a diminuição abrupta da plaqueta.
Correta como sinal de alarme, porque a queda abrupta de plaquetas sugere piora e maior risco de complicações hemorrágicas.
- B)a diminuição progressiva do hematócrito.
Errada, porque a diminuição progressiva do hematócrito não é sinal de alarme típico da dengue; o que preocupa é o aumento do hematócrito por hemoconcentração.
- C)a dor abdominal intensa e contínua.
Correta, pois dor abdominal intensa e contínua é um dos sinais clássicos de alarme na dengue.
- D)a diminuição de diurese.
Correta, porque diminuição da diurese pode indicar desidratação, choque iminente ou comprometimento hemodinâmico.
- E)os vômitos persistentes.
Correta, já que vômitos persistentes fazem parte dos sinais de alarme e podem levar a piora rápida do quadro.
Gabarito: B
Na dengue, os sinais de alarme são aqueles que avisam que o quadro pode estar saindo do controle, especialmente na fase de queda da febre, quando a pessoa até parece melhorar e o corpo resolve “aprontar”. Entre eles, entram dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, diminuição da diurese, sangramentos e alterações laboratoriais que sugerem gravidade. Em crianças, esse monitoramento precisa ser ainda mais atento, porque a piora pode acontecer de forma rápida. Um ponto importante é o hematócrito: na dengue grave, a preocupação é com a hemoconcentração, ou seja, aumento do hematócrito por extravasamento de plasma. Já a plaquetopenia pode ocorrer e, quando cai de forma abrupta, reforça a vigilância. Por isso, a alternativa correta é a letra B, porque a diminuição progressiva do hematócrito não é sinal de alarme típico; na verdade, o esperado nos casos que evoluem mal é o hematócrito subir, não descer. Em resumo: se o paciente com dengue está com dor abdominal forte, vomitando sem parar, urinando pouco ou mostrando queda importante de plaquetas, acenda o alerta. A lógica clínica aqui é simples e muito cobrada em prova: o perigo da dengue não é só a febre, mas a passagem para a fase crítica com sinais de extravasamento plasmático e risco de choque.