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Medicina · CESPE/CEBRASPE · 2024

Questão comentada de Medicina

Os procedimentos para a determinação da morte encefálica (ME) devem ser iniciados em todos os pacientes que apresentem coma não perceptivo, ausência de reatividade supraespinhal e apneia persistente. Acerca desses procedimentos, assinale a opção correta.

Gabarito: D

A morte encefálica, no Brasil, segue critérios médico-legais bem definidos, hoje organizados por norma do CFM e pela Lei 9.434/1997. O ponto central é simples: não basta o paciente estar em coma grave, ele precisa apresentar lesão encefálica conhecida e irreversível, coma não perceptivo, ausência de reatividade supraespinhal e apneia persistente, além dos exames e tempos exigidos pelo protocolo. Na prática, a avaliação clínica busca demonstrar ausência de função do tronco encefálico. Por isso, o exame neurológico testa reflexos como fotomotor, corneopalpebral, oculocefálico, vestibulocalórico e tosse. Se esses reflexos não aparecem, isso indica perda das respostas do tronco encefálico, que é justamente o núcleo da definição de morte encefálica. A alternativa D está correta porque descreve de forma compatível o que se exige no exame clínico: coma não perceptivo e ausência dos reflexos do tronco. A banca costuma cobrar esse raciocínio: morte encefálica não é "coma muito profundo", e sim ausência completa e irreversível das funções encefálicas, clinicamente comprovada e complementada conforme a norma. Importante lembrar: não basta apenas um médico qualquer fazer a avaliação, e o exame complementar não é necessariamente eletroencefalograma. O protocolo brasileiro admite outros exames, como angiografia, Doppler transcraniano, cintilografia de perfusão e outros previstos em norma. Então, em prova, pense assim: clínica bem feita, critérios rígidos e irreversibilidade comprovada.

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