A análise do sêmen e da qualidade dos espermatozoides é crucial para a avaliação do homem infértil. Nesse sentido, o termo teratospermia se refere à
- A)alteração na motilidade dos espermatozoides.
Errada, porque alteração na motilidade dos espermatozoides corresponde à astenozoospermia, não à teratospermia.
- B)dificuldade em obter o orgasmo.
Errada, porque dificuldade em obter orgasmo é um problema sexual relacionado à ejaculação/orgasmo, não à análise morfológica do sêmen.
- C)ausência de ejaculação.
Errada, porque ausência de ejaculação é anejaculação, um distúrbio da emissão seminal, e não uma alteração da forma dos espermatozoides.
- D)ausência de espermatozoides no ejaculado.
Errada, porque ausência de espermatozoides no ejaculado define azoospermia, não teratospermia.
- E)alteração na morfologia dos espermatozoides.
Certa, porque teratospermia é a alteração da morfologia dos espermatozoides.
Gabarito: E
Na avaliação do homem infértil, a análise do sêmen ajuda a separar problemas de quantidade, movimento e forma dos espermatozoides. Esses três pontos são clássicos: concentração, motilidade e morfologia. Quando a banca fala em teratospermia, ela está olhando para a forma, isto é, para alterações morfológicas dos espermatozoides. Pense assim: se o espermatozoide está “mal desenhado”, com cabeça, peça intermediária ou cauda alteradas, isso entra no campo da teratospermia. Já se o problema é ele se mexer mal, a conversa é outra, porque aí o foco é a motilidade. A CESPE/CEBRASPE costuma cobrar exatamente essa troca de nomes para ver se você não confunde os parâmetros do espermograma. Então, o gabarito E está correto porque teratospermia significa alteração da morfologia dos espermatozoides. É um termo semântico bem direto, muito usado na investigação da infertilidade masculina, ao lado de oligozoospermia, astenozoospermia e azoospermia. Em resumo: terato = forma. Se lembrar disso, você já mata a questão sem esforço.