Nos quadros clínicos de diabetes, os fatores adicionais que podem indicar a necessidade de maior frequência de consultas e o rastreamento de complicações nos membros inferiores incluem I presença de calos, calosidades e deformidades nos pés e pododáctilos. II condições de higiene adequadas. III presença de micoses (interdigital ou ungueal) e unhas encravadas. Assinale a opção correta.
- A)Nenhum item está certo.
Errada, porque os itens I e III são fatores de risco relevantes e invalidam a opção.
- B)Apenas o item II está certo.
Errada, porque a higiene adequada não é fator de alerta; ela é medida protetora.
- C)Apenas os itens I e II estão certos.
Errada, porque o item I está certo e o item II está errado.
- D)Apenas os itens I e III estão certos.
Certa, porque calosidades/deformidades e micoses/unhas encravadas aumentam o risco no pé diabético, enquanto higiene adequada não aumenta.
- E)Todos os itens estão certos.
Errada, porque o item II não está certo.
Gabarito: D
Nos pacientes com diabetes, o exame dos pés não é perfumaria de consultório: ele serve para identificar quem tem maior risco de feridas, infecções e amputações. Por isso, quando aparecem calos, calosidades e deformidades nos pés e pododáctilos, o risco sobe e a vigilância deve ser mais frequente. O mesmo vale para micoses interdigitais ou ungueais e unhas encravadas, porque essas pequenas lesões facilitam fissuras, porta de entrada para infecção e piora do pé diabético. Já condições de higiene adequadas não aumentam risco - pelo contrário, ajudam na prevenção. Em linhas gerais, a lógica das diretrizes de cuidado com o pé diabético, como as recomendações da Sociedade Brasileira de Diabetes e consensos internacionais, é ampliar o acompanhamento quando há sinais de deformidade, lesão de pele, infecção ou alteração biomecânica. Assim, o gabarito D está correto porque apenas os itens I e III realmente indicam maior necessidade de consultas e rastreamento.