A radioterapia constitui importante componente no arsenal terapêutico utilizado no tratamento do câncer de mama; no entanto, pode apresentar alguns efeitos adversos ou condições indesejadas, que incluem
- A)a queda de cabelo.
Errada: queda de cabelo é muito mais associada à quimioterapia; na radioterapia da mama, a alopecia só ocorre se a área do couro cabeludo estiver no campo irradiado.
- B)enjoos, vômitos e diarreia.
Errada: enjoos, vômitos e diarreia são efeitos mais típicos de irradiação de abdome/pelve ou de tratamento sistêmico, não da radioterapia mamária habitual.
- C)o linfedema.
Errada: linfedema pode ocorrer como complicação tardia, especialmente após cirurgia axilar e/ou radioterapia regional, mas não é o efeito adverso clássico e direto mais cobrado da radioterapia da mama.
- D)a radiodermite.
Certa: radiodermite é a reação cutânea esperada na área irradiada e é um efeito adverso clássico da radioterapia mamária.
- E)o sangramento local.
Errada: sangramento local não é o efeito adverso típico esperado da radioterapia mamária; o mais comum é reação inflamatória da pele, não hemorragia.
Gabarito: D
A radioterapia na mama é muito usada depois da cirurgia e serve para diminuir o risco de recidiva local. O preço do tratamento, porém, é um efeito adverso bem conhecido na pele da área irradiada, que costuma ficar avermelhada, dolorida, ressecada e, em casos mais intensos, descamar. Esse quadro recebe o nome de radiodermite e é praticamente a marca registrada da toxicidade cutânea da radioterapia. No câncer de mama, isso aparece porque a pele da mama e da parede torácica está exatamente no campo de irradiação. Por isso, o gabarito é a letra D. As outras opções misturam efeitos de quimioterapia, de doenças sistêmicas ou de complicações cirúrgicas, mas não representam o efeito adverso clássico cobrado aqui.