Ao considerar as pessoas como um todo, atendendo a todas as suas necessidades, o SUS obedece ao princípio da
- A)equidade.
Equidade é tratar desigualmente os desiguais, conforme suas necessidades, e não a ideia de ver a pessoa como um todo.
- B)integralidade.
Correta: integralidade é o princípio que exige atenção completa à saúde, considerando todas as necessidades do indivíduo.
- C)igualdade.
Igualdade não traduz a noção de atenção global e completa; no SUS, o termo mais preciso para isso é integralidade.
- D)universalização.
Universalização se liga ao acesso de todos ao sistema, e não à assistência integral e abrangente descrita no enunciado.
- E)individualização.
Individualização não é princípio clássico do SUS para essa ideia e ainda sugere personalização, não cuidado integral.
Gabarito: B
A palavra-chave aqui é olhar o paciente como um todo, sem fatiar a pessoa em caixinhas separadas. No SUS, isso corresponde ao princípio da integralidade, que orienta a atenção à saúde de forma completa, considerando prevenção, tratamento e recuperação, além das dimensões biológicas, psicológicas e sociais. Em outras palavras: o sistema não deve cuidar só da doença, mas da pessoa inteira. Esse princípio aparece na Lei 8.080/1990, especialmente no art. 7º, que traz a integralidade da assistência como um dos princípios e diretrizes do SUS. Na prática, isso significa articular ações e serviços de saúde em níveis diferentes, para evitar atendimento fragmentado e solução pela metade. Por isso, o gabarito é a letra B. A frase do enunciado, ao dizer que o SUS considera as pessoas como um todo e atende a todas as suas necessidades, descreve exatamente a integralidade, não igualdade, não universalidade e muito menos individualização. Na prova, sempre que aparecer a ideia de atenção completa, atendimento integral, visão global do paciente ou integração de ações de saúde, pense em integralidade. É a lógica do SUS de cuidar da pessoa inteira, e não só do pedaço que está doendo hoje.