As indicações ópticas para a realização de ceratoplastia penetrante incluem o quadro de
- A)descemetocele.
Descemetocele é uma indicação mais ligada a risco de perfuração e urgência tectônica, não a indicação óptica clássica cobrada na questão.
- B)ceratopatia bolhosa do paciente pseudofácico.
Ceratopatia bolhosa do paciente pseudofácico é indicação típica de ceratoplastia penetrante por falha endotelial e perda de transparência corneana.
- C)afilamento corneano periférico.
Afilamento corneano periférico sugere doenças degenerativas ou inflamatórias e não é, por si só, a indicação óptica clássica do transplante penetrante.
- D)dermoide do limbo.
Dermoide do limbo costuma ser lesão congênita superficial tratável por outras abordagens, não sendo a resposta esperada para ceratoplastia penetrante óptica.
- E)degeneração marginal de Terrien.
Degeneração marginal de Terrien é uma degeneração periférica da córnea e geralmente não corresponde à indicação óptica clássica do transplante penetrante.
Gabarito: B
A ceratoplastia penetrante é o transplante de toda a espessura da córnea, e pode ser indicada quando a transparência ou a forma corneana estão comprometidas a ponto de prejudicar a visão. Nas indicações ópticas, a ideia é melhorar a acuidade visual por opacidade, edema ou irregularidade corneana que não se resolve com tratamento clínico simples. Um exemplo clássico é a ceratopatia bolhosa do paciente pseudofácico. Depois da cirurgia de catarata com lente intraocular, o endotélio corneano pode falhar e a córnea passa a ficar edemaciada e bolhosa, causando dor, fotofobia e visão muito ruim. Nesses casos, o transplante pode ser necessário para recuperar a transparência corneana. As demais alternativas não são a melhor resposta porque descrevem situações que podem ter outro manejo ou outra indicação principal. Em prova, vale lembrar que a ceratoplastia penetrante entrou como tratamento tradicional para doença corneana avançada, mas hoje muitas vezes é substituída por técnicas lamelares quando o problema atinge só parte da córnea. Aqui, porém, o quadro clássico e cobrado pela banca é mesmo a ceratopatia bolhosa pseudofácica.