Entre os objetivos do tratamento terapêutico para pacientes adultos diagnosticados com hipertireoidismo por doença de Graves está a diminuição da secreção do hormônio tireoidiano. O método terapêutico recomendado para essa doença consiste em
- A)radioablação sem iodo radioativo.
Errada, porque o tratamento por radioablação na doença de Graves é feito com iodo radioativo, e não existe essa formulação de radioablação sem iodo radioativo.
- B)tireoidectomia como primeira escolha.
Errada, porque a tireoidectomia não é a primeira escolha de rotina, ficando reservada para indicações específicas ou falha/intolerância ao tratamento clínico.
- C)administração de drogas antitireoidianas (tionamidas).
Certa, porque as drogas antitireoidianas, especialmente as tionamidas, reduzem a síntese dos hormônios tireoidianos na doença de Graves.
- D)aplicação de doses de metimazol 5 mg três vezes ao dia na primeira semana.
Errada, porque a posologia não é uma regra fixa universal da primeira semana e a questão pede o método terapêutico, não um esquema inicial pontual.
- E)administração de doses de levocetoconazol 150 mg/dia na primeira semana.
Errada, porque levocetoconazol não é o fármaco padrão para tratar hipertireoidismo por doença de Graves e a dose citada não corresponde ao tratamento recomendado.
Gabarito: C
Na doença de Graves, o hipertireoidismo acontece porque o corpo fica produzindo hormônio tireoidiano em excesso por estímulo autoimune. O tratamento pode ser feito com tionamidas, que reduzem a síntese desses hormônios e ajudam a controlar os sintomas ao longo do tempo. Entre elas, o metimazol é a droga mais usada em adultos, justamente porque diminui a produção hormonal da tireoide de forma eficaz. O raciocínio da questão é simples: se o objetivo é diminuir a secreção de hormônio tireoidiano, o método terapêutico recomendado é usar drogas antitireoidianas. Elas bloqueiam etapas da formação dos hormônios T3 e T4, sendo a base do tratamento medicamentoso do hipertireoidismo por Graves. Em adultos, o metimazol costuma ser a primeira escolha, salvo situações específicas como gestação no primeiro trimestre, quando se prefere propiltiouracil. Cirurgia e radioiodo existem no arsenal terapêutico, mas não são a resposta-padrão para todo paciente. A tireoidectomia fica reservada para indicações bem definidas, como bócio volumoso, suspeita de câncer, compressão local ou intolerância às drogas. Já a radioiodoterapia é uma opção consagrada, mas a forma como a alternativa foi escrita está errada e não representa o método recomendado descrito na questão. Portanto, o gabarito C está correto porque as tionamidas são o tratamento medicamentoso indicado para reduzir a síntese de hormônio tireoidiano na doença de Graves. Em prova, pense assim: Graves sem complicação grave costuma começar com antitireoidiano, e o metimazol aparece muito nessa história.