Conforme a Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes (2022) sobre úlceras no pé diabético, para pessoas diabéticas classificadas na categoria 0 de risco para ulceração, é recomendado
- A)indicar a descompressão de nervo.
Errada: descompressão de nervo não é conduta de rotina para categoria 0, ficando restrita a situações bem selecionadas e sem relação com rastreio anual.
- B)monitorar diariamente a temperatura da pele dos pés.
Errada: monitorar diariamente a temperatura dos pés é estratégia mais avançada de vigilância, não a recomendação padrão para a categoria 0.
- C)realizar o teste com o monofilamento de 10 g (Semmes-Weinsten) no exame anual dos pés.
Certa: na categoria 0, a diretriz recomenda exame anual dos pés com monofilamento de 10 g para rastrear perda da sensibilidade protetora.
- D)prescrever órteses para alinhar os dedos e ajudar a reduzir o excesso de calosidade.
Errada: órteses para alinhamento de dedos e redução de calosidade são medidas indicadas quando há deformidades ou risco maior, não como rotina na categoria 0.
- E)utilizar calçado ortopédico que se ajuste ao formato do pé, para reduzir a pressão plantar.
Errada: calçado ortopédico é reservado para situações de maior risco ou deformidades, e não é a medida de rotina para quem está na categoria 0.
Gabarito: C
Na diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes, a estratificação do risco para ulceração no pé diabético serve para definir o nível de vigilância e a frequência do acompanhamento. A categoria 0 é a de menor risco: em geral, não há perda da sensibilidade protetora, nem deformidades importantes, nem doença arterial periférica, nem história de úlcera ou amputação. Parece tranquilo, mas é justamente aí que a prevenção faz diferença. Para essa categoria, a recomendação é fazer a avaliação anual dos pés, incluindo o teste com o monofilamento de 10 g (Semmes-Weinstein), que é o teste clássico para rastrear perda da sensibilidade protetora. Ele ajuda a identificar precocemente quem começa a perder a proteção plantar e, assim, pode precisar de medidas mais intensas de prevenção. Por isso, o gabarito é a alternativa C. A própria lógica da diretriz é: risco baixo, seguimento menos frequente, mas sem abandonar o exame físico dos pés. O monofilamento entra como parte do exame anual de rotina, e não como algo reservado apenas aos casos mais graves. As outras medidas citadas nas alternativas costumam ser destinadas a situações de maior risco, presença de deformidades, calosidade importante, perda de sensibilidade ou necessidade de redistribuição de pressão. Em prova, a banca gosta de misturar prevenção básica com condutas mais avançadas para ver se voce separa rastreio de tratamento.