Interligadores C-terminais são produtos da degradação do colágeno, útil como marcador da reabsorção óssea. Durante o metabolismo ósseo normal, parte do colágeno é degradada e pequenos fragmentos passam para a corrente sanguínea, sendo excretados pelos rins. Na osteoporose primária, a resposta ao tratamento deve ser observada mediante avaliação
- A)dos níveis séricos de paratormônio.
Errada: paratormônio não é marcador de resposta ao tratamento da osteoporose primária, e sim um hormônio relacionado ao metabolismo do cálcio e do osso.
- B)da creatinina e dos níveis de função renal.
Errada: creatinina e função renal são importantes para segurança terapêutica e ajuste de drogas, mas não para medir resposta da osteoporose.
- C)dos Z-score em densitometria após um ano de tratamento.
Errada: Z-score não é o parâmetro principal para seguimento terapêutico e a densitometria não costuma ser usada para avaliar resposta após apenas um ano dessa forma.
- D)de alteração dos T-score em densitometria após 3 meses de tratamento.
Errada: T-score não é acompanhado para “alteração” em apenas 3 meses, porque a densidade óssea muda lentamente e esse intervalo é curto demais.
- E)do nível sérico de peptídeo amino terminal (CTX).
Certa: o CTX é um marcador sérico de reabsorção óssea e ajuda a avaliar a resposta ao tratamento da osteoporose primária.
Gabarito: E
Na osteoporose primária, o acompanhamento da resposta ao tratamento não é feito com pressa de “ver se melhorou” em poucos meses na densitometria, porque a DMO demora a mudar e pequenas variações no início podem até refletir erro de medida. O que pode responder mais cedo são os marcadores bioquímicos de remodelação óssea, que mostram se a reabsorção óssea caiu com a terapia. Os interligadores C-terminais do colágeno, especialmente o CTX, são fragmentos liberados na degradação do colágeno tipo I, que compõe a matriz óssea. Quando a reabsorção óssea está aumentada, eles sobem; quando o tratamento anti-reabsortivo funciona, eles tendem a cair. Por isso, eles são úteis como marcador de resposta terapêutica e de adesão ao tratamento. A densitometria ainda é importante, mas serve mais para diagnóstico e seguimento em intervalos maiores, não em 3 meses. Além disso, o Z-score é mais usado para comparar a massa óssea com indivíduos da mesma idade, enquanto o T-score é o padrão para diagnosticar osteoporose em adultos. Então, a lógica da questão é esta: se ela quer saber como observar a resposta ao tratamento da osteoporose primária, o exame mais útil é um marcador de reabsorção óssea sérico, como o CTX. Essa é a resposta clássica em prova, em linha com a prática clínica e com o uso reconhecido dos marcadores de remodelação óssea.