Em relação à síndrome hemolítica urêmica (SHU), quadro clínico que exige rapidez no diagnóstico devido às complicações a ele associadas, assinale a opção correta.
- A)A SHU ocorre sempre devido a infecções entéricas, não apresentando recorrência nem tendo aspecto familiar.
Errada, porque a SHU não ocorre sempre por infecção entérica e pode ter formas atípicas, recorrentes e até familiares.
- B)A SHU não se complica com lesão renal crônica durante sua evolução.
Errada, porque a SHU pode sim evoluir com lesão renal crônica e sequela funcional em parte dos casos.
- C)A etiologia mais frequente de SHU é a infecção entérica por Escherichia coli O157:H7 produtora de toxina Shiga.
Certa, pois a causa mais frequente é a infecção entérica por E. coli O157:H7 produtora de toxina Shiga.
- D)Infecções por Citrobacter e Streptococcus pneumoniae não ocasionam SHU.
Errada, porque Citrobacter e Streptococcus pneumoniae podem estar associados a formas de SHU, especialmente a pneumocócica.
- E)SHU é uma microangiopatia trombótica localizada no nível renal, sendo caracterizada pela tríade anemia hemolítica imune, trombocitopenia e lesão renal.
Errada, porque a hemólise é microangiopática e não imune, e a SHU não fica limitada ao rim.
Gabarito: C
A síndrome hemolítica urêmica (SHU) é uma microangiopatia trombótica que costuma assustar porque pode evoluir rápido e deixar sequela renal. O quadro clássico envolve anemia hemolítica microangiopática, trombocitopenia e lesão renal aguda, geralmente após quadro diarreico, sobretudo em crianças. Aqui vale um detalhe importante: a hemólise é não imune, então falar em anemia hemolítica imune está errado. A forma mais comum da SHU é a associada à toxina Shiga, produzida por bactérias como a Escherichia coli entero-hemorrágica, especialmente a sorotipo O157:H7. Essa toxina lesa o endotélio, favorece formação de microtrombos e compromete principalmente os rins. Por isso, a alternativa C está correta: ela aponta a etiologia mais frequente. Nem toda SHU é causada por infecção entérica. Existem formas atípicas, que podem ter base genética, recorrência e até apresentação familiar. Além disso, a doença pode sim deixar dano renal crônico em parte dos pacientes, então é uma condição que exige acompanhamento, não apenas tratamento da fase aguda. Outra pegadinha clássica é achar que SHU fica restrita ao rim. Na verdade, trata-se de uma microangiopatia sistêmica, embora o rim costume ser o órgão mais afetado. Em provas, pense sempre na tríade e na associação com toxina Shiga como o caminho mais seguro.