Paciente com hematêmese e melena foi admitido no hospital e, durante a endoscopia digestiva alta, foi identificada variz esofagogástrica do tipo II. Nessa situação hipotética, segundo o Baveno VII a opção terapêutica adequada para o paciente é
- A)injeção de cola de fibrina.
Injeção de cola de fibrina não é a conduta preferida para variz gastroesofágica tipo II no Baveno VII, que privilegia cianoacrilato de n-butila.
- B)injeção de polidocanol.
Polidocanol é mais usado em escleroterapia de varizes esofágicas, não sendo a melhor opção para variz gástrica dessa apresentação.
- C)ligadura elástica.
Ligadura elástica é clássica para varizes esofágicas, mas tem desempenho inferior nas varizes gástricas, especialmente nas gastroesofágicas do tipo II.
- D)plasma de argônio.
Plasma de argônio não é a terapia padrão para varizes gástricas e tem papel maior em outras lesões vasculares superficiais do tubo digestivo.
- E)injeção de cianoacrilato de n-butila.
Cianoacrilato de n-butila é a opção indicada para varizes gástricas/gastroesofágicas do tipo II, por promover oclusão rápida e eficaz do vaso.
Gabarito: E
Na hipertensão portal, nem toda variz se comporta igual. As varizes esofágicas clássicas costumam responder bem à ligadura elástica, mas as varizes gástricas, especialmente as gastroesofágicas do tipo II, entram em outra categoria e exigem uma estratégia diferente porque sangram mais, com maior volume e com controle endoscópico mais difícil. Pelo Baveno VII, na hemorragia por varizes gástricas, a terapia endoscópica de escolha é a aplicação de adesivo tecidual, em especial o cianoacrilato de n-butila, porque ele promove obliteração do vaso por oclusão rápida. Em outras palavras: para variz esofagogástrica do tipo II, você pensa em cola, não em ligadura. A lógica é simples: a ligadura elástica funciona melhor em varizes esofágicas, mais lineares e acessíveis; já a variz gástrica tem calibre maior, fluxo mais intenso e localização que dificulta a captura com a pinça da ligadura. Por isso, a cola entra como a ferramenta mais adequada para hemostasia e prevenção de ressangramento. Se quiser guardar em uma frase: esôfago, ligadura; estômago, adesivo. É uma daquelas questões que adoram trocar o instrumento certo pelo cenário errado, bem estilo CESPE.