Caracteriza a febre de origem indeterminada clássica
- A)infecção que cursa com intervalos de pelo menos duas semanas sem manifestação do episódio febril e normalização do processo inflamatório.
Errada, porque descreve febre recorrente, com episódios separados por intervalos longos e normalização do processo inflamatório, e não a febre de origem indeterminada clássica.
- B)temperatura superior ou igual a 38,3 °C, em diferentes ocasiões, durante mais de três semanas, permanecendo sem diagnóstico.
Certa, pois reúne os critérios da febre de origem indeterminada clássica: temperatura >= 38,3 °C, em diferentes ocasiões, por mais de 3 semanas, sem diagnóstico após investigação.
- C)temperatura superior ou igual a 38,3 °C em paciente hospitalizado, desde que a infecção não esteja presente no momento da admissão, muito menos no período de incubação.
Errada, porque essa é a definição de febre de origem indeterminada hospitalar, relacionada a paciente internado sem infecção presente na admissão.
- D)temperatura superior ou igual a 38,3 °C em paciente em que a contagem de neutrófilos seja inferior a 500 células/μL em sangue periférico ou contagem de neutrófilos inferior a 1.500 células/μL com expectativa de queda em até dois dias.
Errada, porque essa é a definição de febre de origem indeterminada neutropênica, ligada a neutrófilos muito baixos ou com queda iminente.
- E)temperatura superior ou igual a 38,3 °C em paciente com sorologia positiva para HIV, que dura mais que quatro semanas sob regime ambulatorial, e, no ambiente hospitalar, a duração deve superar três dias de investigação com diagnóstico incerto, incluídos dois dias de processamento de amostra para culturas.
Errada, porque corresponde à febre de origem indeterminada associada ao HIV, com critérios próprios de duração e contexto clínico.
Gabarito: B
Febre de origem indeterminada (FOI) clássica é aquela em que o paciente apresenta temperatura de pelo menos 38,3 °C em várias ocasiões, por mais de 3 semanas, e continua sem diagnóstico após investigação adequada. O foco aqui é a combinação de febre persistente + tempo suficiente + ausência de causa definida, e não apenas um pico isolado de febre. Em provas, a banca adora trocar os critérios entre as formas de FOI: clássica, hospitalar, neutropênica e associada ao HIV. Na FOI clássica, o ponto-chave é exatamente esse quadro prolongado e sem esclarecimento etiológico, o que corresponde ao que está na alternativa B. As demais alternativas descrevem outras categorias de febre de origem indeterminada, então a pegadinha é confundir as definições.