No que se refere a pacientes com fibrose cística pancreatossuficientes, assinale a opção que indica a metodologia a ser adotada no seguimento laboratorial da função exócrina do pâncreas.
- A)quimiotripsina fecal com valor de corte de 300 μg/g em fezes
Errada: quimiotripsina fecal não é o exame de escolha para seguimento da função exócrina na fibrose cística, e esse ponto de corte não é o parâmetro clássico cobrado.
- B)wirsunografia por ressonância magnética e estímulo com secretina
Errada: wirsunografia por ressonância com secretina é método de imagem/estimulação, útil em avaliação anatômica e funcional em situações selecionadas, mas não é o exame laboratorial de seguimento.
- C)exame laboratorial a cada 5 anos, visto que a evolução para insuficiência exócrina acontece apenas em período fetal
Errada: a insuficiência exócrina pancreática não acontece apenas no período fetal, e não faz sentido acompanhar com exame laboratorial a cada 5 anos por esse motivo.
- D)elastase pancreática fecal em quantidade inferior a 200 μg/g em fezes
Certa: elastase pancreática fecal abaixo de 200 μg/g de fezes é achado compatível com insuficiência pancreática exócrina, sendo o teste usado no seguimento.
- E)aspirado duodenal com dosagem seriada de bicarbonato em 0, 15, 30 e 60 minutos após estímulo com colecistocinina
Errada: aspirado duodenal com bicarbonato após estímulo é exame invasivo e não é a metodologia de rotina para acompanhamento laboratorial da função exócrina.
Gabarito: D
Na fibrose cística, a função exócrina do pâncreas pode ser preservada no começo, mas isso não significa que ela vai ficar assim para sempre. O seguimento laboratorial serve para detectar a transição para insuficiência pancreática exócrina antes que o paciente entre em desnutrição, esteatorreia e deficiência de vitaminas lipossolúveis, que são as complicações clássicas dessa perda funcional. O exame mais usado para essa avaliação é a elastase pancreática fecal. Quando o valor vem abaixo de 200 μg/g de fezes, isso sugere insuficiência exócrina pancreática. É um teste prático, não invasivo e muito útil no acompanhamento de pacientes com fibrose cística pancreatossuficientes. Por isso, a alternativa D está correta: ela traz exatamente o ponto de corte laboratorial empregado para indicar disfunção exócrina pancreática. Em prova, o raciocínio é simples: se a questão fala em seguimento laboratorial da função exócrina, pense logo em elastase fecal, não em imagem ou procedimentos invasivos. As demais opções tentam confundir com exames que podem ter uso em investigação pancreática, mas não são o padrão para rastrear a função exócrina nesse contexto. O truque da banca é trocar um teste funcional de rastreio por métodos mais sofisticados ou mais invasivos, só para ver se você escorrega.