Assinale a opção correta a respeito do tratamento do pé diabético.
- A)O controle da glicemia é secundário no tratamento do pé diabético.
Errada, porque o controle da glicemia é parte central do tratamento e influencia diretamente a cicatrização e o risco de complicações.
- B)Quando as feridas não estão infectadas, não há necessidade de curativos.
Errada, porque mesmo feridas não infectadas precisam de limpeza, curativos e seguimento para evitar piora e infecção.
- C)No caso de infecção associada, é indicada a amputação do membro comprometido ou de parte do pé, mesmo que em fase inicial.
Errada, porque infecção associada não indica amputação automática em fase inicial; primeiro avaliam-se antibióticos, desbridamento e possibilidade de preservação do membro.
- D)A amputação do membro comprometido ou de parte do pé deve ser indicada quando a lesão for extensa.
Certa, porque lesões extensas, com comprometimento importante dos tecidos, podem exigir amputação parcial do pé ou do membro.
- E)A limpeza e curativos diários só deverão ser indicados em casos avançados.
Errada, porque limpeza e curativos diários não são exclusivos de casos avançados; fazem parte do cuidado desde fases iniciais.
Gabarito: D
O pé diabético exige abordagem completa: controle rigoroso da glicemia, cuidado local com a ferida, alívio de pressão, tratamento de infecção quando presente e avaliação da circulação. Não é um problema para resolver no improviso, porque a lesão pode piorar rápido e até levar à amputação. Na prática, feridas sem infecção também precisam de limpeza e curativos, além de acompanhamento. O objetivo é proteger o tecido, favorecer cicatrização e evitar contaminação. Se houver isquemia, infecção profunda ou necrose, a conduta pode ficar mais agressiva, incluindo cirurgia. Por isso, a alternativa D é a correta: a amputação do membro comprometido ou de parte do pé deve ser indicada quando a lesão for extensa, especialmente quando há destruição importante de tecidos, gangrena ou impossibilidade de preservar o segmento com segurança. A amputação não é regra para qualquer infecção, mas pode ser necessária nos casos graves. Em resumo: pé diabético não combina com omissão. Controle metabólico, curativo e vigilância precoce são parte do tratamento; amputação fica reservada para situações em que a lesão é extensa ou já não há chance razoável de salvamento do segmento.